quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Sonhos de criança ...




Ainda nem eu própria entendi porque os meus últimos posts versam todos o MAR, difícil explicar, difícil entender.
Não consigo explicar, mas eu entendo, talvez porque o Mar sempre me fascinou pela sua força, pela sua beleza, pela sua vontade própria, pelo desafio que provoca nos homens que tentam vencê-lo. Desde sempre o Mar foi uma fronteira e o homem adora desafiar e passar fronteiras, ir mais além ...
Eu, prefiro olhá-lo, contemplá-lo, adorá-lo ....
Para mim ele sempre conseguiu fazer o que a sua natureza lhe manda, e eu respeito.
Olho para ele com admiração e com medo.
Nem eu sei bem explicar o medo, gosto de saber onde estou e no mar sinto-me perdida, como um barco sem rumo, sem vela, sem motor, completamente à deriva.
Gosto de sentar na areia e ver as suas ondas rebentarem e correrem devagar pela areia deixando um rasto de espuma branca.
Gosto de sentir o frio da areia molhada nos pés, gosto de mexer na areia molhada, gosto de andar sobre as rochas quando a maré está baixa, de ver as poças de água cheias de vida, de uma vida que só dura para nós tão pouco tempo e esse pouco tempo é mágico.
Quando ainda acreditava nas fadas, em principes, eu imaginava-me uma sereia, e com as algas que apanhava na beira do mar, eu fazia "longas cabeleiras" e sentia-me uma verdadeira sereia, fechava os olhos e via-me a nadar debaixo de água, a falar com os peixes e em noites de lua cheia vinha até à praia e encontrava um homem lindo que estava sentado á espera que eu chegasse ...
Imaginação de criança ....



2 comentários:

Teu disse...

Foto linda com texto vindo do coração. Continua a abrir as tuas portas. Passar dos sonhos à realidade é complicado, mas pode acontecer. É a vida, abelhinha ferrona.

abelhaferrona.blogspot.com disse...

A foto é nossa. Conhecendo-me sabes como sou sonhadora, e existem sonhos de criança que vivem dentro de mim. Sabes, eu cresci, sou mulher, mas o meu ser é uma eterna criança, e eu gosto. Embora já não acredite em sonhos, gosto de lembrar-me deles.
Um favo de mel