sábado, 29 de março de 2008

O FINAL



Tudo na vida, nesta vida terrena tem um fim. Algumas coisas, tem um fim anunciado, outras o fim anuncia-se, e outras provoca-se o fim.
É o que vai acontecer a esta tentativa de blogue. Já existiu, já desapareceu, e agora vem, ele próprio anunciar o seu FIM.
A todas as pessoas, que por aqui andaram, comentando, brincando, ou simplesmente passeando por mera curiosidade, a todas desejo um resto ou um principio de vida feliz.

Tentei que esta tentativa de blogue, fosse uma espécie de diário, misturando a realidade da vida com o ridículo da vida. Não deu resultado. Não me trouxe prazer, antes pelo contrário, trouxe-me dissabores.

Vou mencionar uma pessoa, e só essa, porque me merece muito respeito, foi sempre uma pessoa correcta, sincera, sem segundas, terceiras ou décimas intenções.
Trocávamos ideias sobre um tema, ou melhor sobre uma filosofia de vida, que eu pratico e que ele se está a iniciar, não passou de nada mais do que isso.

A ti, Gonçalo, que a vida te dê tudo o que de melhor tenha para ti, mereces, pelo pouco que falámos, ou melhor que teclámos, deu para conhecer uma pessoa que está nesta vida com um fim o de ajudar os outros.

Fui acusada, por te ter dado o telemóvel, fui injustamente acusada por trocar comentários com um jovem mais novo do que o meu filho. Peço desculpa, não por mim, mas por quem pensou isso.

Ao resto das pessoas, não conheci o suficiente para pedir desculpa por nada.

Além disso, isto era UMA ESCRITA TÃO RUDIMENTAR, TÃO TROGLODITA, QUE REALMENTE É UM ATENTADO AOS BLOGUISTAS QUE REALMENTE O SÃO.

Ah já me esquecia, ao blogue cinco sentidos também peço desculpa, se alguma vez fui incorrecta, não foi por mal, acredite que gostava de trocar ideias consigo, sou brincalhona e também gostava de a provocar, mas sem maldade, acredite, porque lhe estou a falar do fundo meu coração.

Finalmente, um ABRAÇO FORTE, e façam por ser felizes.

Ana Borges

12 comentários:

Gonçalo disse...

Linda, por favor, NÃO!
A partir de agora como conseguiremos trocar impressões sobre a filosofia de riqueza que nos envolve? Como poderei sentir as palavras de alguém que me compreende tanto como eu te compreendo? Onde está a mulher decidida que recusa a palavra fim naquilo em que acredita?
Por favor, pensa nisto, e mais do que pensares em mim nesta hora, pensa na partilha que tens a dar ao mundo e todos os meios são poucos para mostrar a verdade.
Um beijinho e, por favor, reconsidera a decisão.

Anónimo disse...

Há decisões que devem ser repensadas tendo em vista não só a minha própria opinião mas o todo maior no qual estou inserida..Tenho uma missão neste mundo e a cada passo que dou mais me dou de mim aos outros e menos sou eu a agir e sim Deus, nosso Criador. TUDO NA VIDA TEM UM SENTIDO... A sua existência é um sentido para milhares e milhares de pessoas que ainda não possuem uma identidade de "Quem sou" e "O que faço neste mundo". Pense nisto!

Eli disse...

Reconsidere. Penso que não cheguei a comentar quando passei por aqui, tal como muitas outras pessoas... talvez por preguiça ou o que quer que seja. Sobre este post em particular, não se menospreze. Sabe, aqueles olhos lá em cima fazem-me lembrar uma pessoa que conheci em tempos e que mostrou uma grande confiança em si mesma e um coração enorme. Não tenho certezas acerca da sua personalidade, mas acredito que quem não sinta vergonha por ser ela mesma e se revelar como é, não deve ser coagida pelas suas acções. Dizer-lhe para não pensar nos que os outros lhe dizem é demasiado, pois alguns fazem parte de nós e as suas opiniões dizem-nos muito, mas a sua palavra é a mais forte é a que toma a decisão final e pode ir contra tudo e todos se assim for a sua vontade. Não falo apenas em relação ao blog, mas a toda a sua vida. Provavelmente já sabia de tudo isto, mas por vezes precisamos de ouvir uma voz que venha de onde menos se espera. Talvez a minha missão passe por aqui.
Continue com este espaço, não pelo nível cultural ou de literatura, mas pelo seu próprio bem, como espaço que é um prolongamento de si e lhe possa vir a fazer falta.
O meu espaço é isso para mim. Um lugar onde por vezes choro até... sem pensar no que os outros possam dizer, mas um lugar onde permito que outros possam também entrar na minha vida, como aconteceu com o Gonçalo, tal como para si.

Pense em tudo isso e reconsidere esta oportunidade de ter uma janela para o mundo, onde pode partilhar tantas palavras cheias de sabedoria e ensinamentos.

Existem muitas almas a precisar do seu exemplo de espontaneidade.

Desculpe por alguma falha minha, mas escrevi tudo o que saiu no momento.

:)

prosasVadias disse...

Ana:

Na novela bloguística para a qual me sinto arrastado, por consideração a algumas palavras ditas neste teu comentário, resolvo escrever também o que me vai na alma. Soltar os cavalos da memória, falar do meu eu. Defenir com propriedade a invasão da minha privacidade. Realmente a visão particular da blogoesfera nunca se me conjecturou ou articulou pela ostentação da vida privada, nem pela observação da vida alheia ou privada. O interesse pessoal sempre se pautou pela comunidade, pelo que nos realiza, ou não, a todos, como sua parte. Nada tenho contra uns ou outros. Cada um é livre de proceder e de ser. Somos de facto, dois seres, cada um com as suas qualidades e defeitos inerentes. Mas, embora pudesse escapar a tecer qualquer tipo de considerações, dado as insinuações se encontrarem no limite das entre-linhas, e essas serem igualmente refúgio para evitar comentar seja o que for, não poderia esquivar-me a dizer duas ou três coisas. Sem nexo provávelmente, mas que neste momento se me afiguram, embora particulares, e escritas em espaço de acesso livre com algum caracter de importancia. Embora não pretendam sobrepôr outras ditas em espaço mais apropriado. Tendo à algum tempo atrás apagado, na realidade por vontade própria, um blogue, por via de factos, insinuados, mas que por nunca e jamais comprovados, porque simplesmente inexistentes, acusado de instigar ou pretender obter com esse espaço, de carácter não-diarísta, mas de convições próprias, sobre vertentes do mundo que me rodeia e ao qual não sou alheio, e com este procurar algum relacionamento extra, neste caso, amoroso. Eis ao estado da questão. O sentimento amoroso, embora se compadeça com o ciúme, pode colidir com ele. O ciúme na essencia dita um sentimento de posse. Ora lidar com esse teu sentimento implicou o fim desse espaço, do qual outrora eu fora autor, no qual pessoas virtuais, algumas identificadas como sendo do sexo feminino comentavam vários aspectos do que ia sendo ali comentado. Coisas sem importãncia, outras importantes para quem comentava. Civilizadamente. Apagou-se. Morreu. Instigado por comentários pessoais que colocavam em dúvida a seriedade da minha pessoa face ao meu relacionamento amoroso particular. Tendo chegado à conclusão que esse fora um acto precipitado, da minha parte, porque inocente das acusações proferidas. Algum tempo passado criei outro, ao qual, encerrei a possibilidade de comentários de qualquer espécie. Não me fazem falta os comentários, não escrevo ou vivo para ser comentado, vivo porque estou vivo e me reconheço como gente. Apenas e só. A responsabilidade de apgar umespaço virtual é apenas isso. Apaga-se um cra-se outro. Foi o que fui percebendo ao longo desta situação. Hoje já não o faria. Porque as razôes que invoquei junto de mim para o fazer não eram válidas. Simplesmente porque descobri que o que uns querem para si o negam para os outros. Dai que, por demasiado óbvio, existam pessoas que não gostam de ser combatidas com as armas que utilizam. Apagar este teu espaço pela situação que descreves está errado, nunca comentei aqui nada que ferisse algumas das tuas visitas, nem o que escreviam. Tudo o que se passou aconteceu nos bastidores, não foi virtual, não aconteceu aqui, embora aqui tenha começado. Poderia escrever friamente que acabado este outro espaço identico poderia acabar, como já aconteceu, este não é o teu primeiro blogue. Quando apaguei o priemeiro blogue apaguei-o liminarmente, não lhe pus um fim. Não fiquei à espera das reacções ao fim do blogue eliminei-o fisicamente. Sáo atitudes diferentes. Quanto ao teu amigo virtual Gonçalo, não tenho nada a dizer. Não discuto desconhecidos. Tudo o que se passou foi entre a minha pessoa e atua pessoa. Só nós conhecemos os dados reais. O que referi sobre ese assunto só a mim me dirá respeito.
Escreve, continua sempre a escrever o que verdadeiramente lhe atravessa a alma, nem por um minuto recues em manter convicções, embora não seja, eu próprio, exemplo para nada, espero que a minha experiência aqui contada e numa situação idêntica te ajude a reflectir no quão efémero é o virtual. Basta um clik num botão. A vida real é bem mais complexa, como ambos sabemos. Sou convictamente teu, afortunadamente teu, mas, não teu, ao ponto de me deixar abater por questiúnculas virtuais. Estou aqui deste lado.

Anónimo disse...

Olha Carlos Manuel, como dizes e bem só nós sabemos o que já passámos sobre mundos virtuais, e tens razão quando dizes que só a nós diz respeito. Peço desculpa por ter interferido na vida bloguista, a ti devo teres-me ensinado a entrar neste mundo. Achei "graça", tinha dias com muita vontade de escrever o que me ia na alma, aliás tudo o que está escrito, e que não vou apagar, são realidades minhas que gostei de partilhar. Pelos vistos fui mal interpretada por ti. Lamento. Lamento também ter-me cruazado na tua vida, não fomos feitos um para o outro, foram alguns anos de tentativas frustradas, que não lamento o tempo perdido, lamento sim não ter consigo que me amasses como te amei. Paciência, muitos de nós não nascemos para ser felizes, para ser bobos da corte.
Ana

Anónimo disse...

Vou tentar responder a cada um de vós, começei pelo último, por ser o meu marido, agora vou passar ao Gonçalo, ao meu jovem de 23 anos, que me merece todo o respeito pela sua educação, pelo seu saber, pela sua vontade de cada vez quer saber mais. Não vou acabar o blogue, vou fazer umas férias ao blogue, ele vai pensar, reepensar, e talvez volte a escrever da mesma forma, como lhe dá na real gana, transpondo para o ecran o que a realidade vai mostrando, e a minha realidade já é tão velha como eu.
Um abraço de luz e até breve Gonçalo
Ana Borges

Anónimo disse...

Agora ao anónimo/a, um comentário um pouco complicado de comentar, por um motivo. Não tenho religião, a minha religião, é tentar não magoar ninguem, não ofender ninguem, não questionar ninguem porque está a pedir na rua quando pode trabalhar. Se posso e me apetece dar dinheiro dou, se é para cigarros, droga, ou seja o que for, não me importa, eu dei, e chega-me. As minhas decisões só a mim me dizem respeito, estou inserida num mundo, mas não o pedi, enfiaram-me cá, e tenho a liberdade de gostar de estar ou não. Na maioria das vezes não gosto, nem me insiro com os outros seres humanos que me rodeiam, tento não me manifestar, para não ferir susceptibilidades.A mim ninguem me encarregou de missão para executar neste mundo, nasci de dentro de uma barriga, deram-me o que souberam e puderam, aprendi o que entendi que me poderia servir para viver neste mundo, mas não me encarregaram de nada. As pessoas que ainda não criaram a sua identidade neste mundo, que não sabem bem porque estão aqui e para quê, se calhar são muito mais felizes, porque andam até que os pés lhes doam e se sentem à espera que alguem lhes diga, tens uma missão: mostrar aos outros que ainda existem pessoas sem identidade.
O seu comentário foi o mais difícil, mas o mais interessante, pois fez-me passar por um periodo de grande esforço mental para lhe tentar responder. E o resumo é que eu tenho identidade e nada faço neste mundo que tenha valor, já fiz, um filho, já tem o seu próprio mundo, agora eu só quero o meu descanço.
Até breve anónimo/a
Ana Borges

Anónimo disse...

Eli, deixei-a para ultimo com um propósito, eu lei-o os seus comentários através do blogue do Gonçalo, e desde o inicio criei por si uma empatia muito grande.
Neste meu post, não me estou a menosprezar, estou a ser sincera e a escrever magoada, a coisa pior que me podem fazer é serem injustos/as, talvez por isso a felicidade se tenha esquecido de mim, mas eu tento não me esquecer dos outros, não daqueles que dão um estalo e eu dou a outra face, não quem der um estalo, ou estou a dormir ou completamente distraida.
Quando fala nos meus olhos, creio que já nos conhecemos, será????
Era bom. Não vou acabar com o blogue, só uma pausa, para ele e para mim, neste momento, zangamo-nos com a vida, mas vamos fazer as pazes, e depois volterei com a minha escrita sem dicionário, tal como aprendi, tal como sei e tal como me apetece, sabe bem passar por burra, dá um gozo aos intelectuais, mas eu é que gozo.
Um beijo Eli e até breve (e exijo quando voltar a escrever, ao menos um olá)
Ana Borges

carlos freitas disse...

O que mais me surpreende na Humanidade é os humanos por pensarem ansiosamente no futuro esquecem o presente de tal forma que acaabm por não viver nem o presente, nem o futuro. E vivem como se nunca fossem morrer...e morrem como se nunca tivessem vivido. Apesar de pensar que são livres.
Adeus.

Eli disse...

:) Olá!!!

Um "olá" não chega, pois não?! Não, e sabe a pouco!!!

Bem, resolvi responder devido a um pormenor que é o facto de pensar que nos conhecemos. Penso que não. A pessoa de que falei frequentou o mesmo espaço que eu durante algum tempo e é de uma zona que não é Coimbra. No entanto, como me lembrei dessa pessoa, resolvi falar dos olhos. Uma pessoa de força que nunca cheguei a conhecer muito, mas que emana uma energia positiva relativamente interessante para me lembrar dela quando escrevi aqui, tal era a minha inspiração!

Beijo

:)

P.S Não precisa de convite para ir ao meu blog! As portas estão abertas!...

Anónimo disse...

Eu sei Eli, e nem imaginas como o teu OLÁ foi muito bom, acho que não foi do sol, mas os olhos choram, neste momento o coração está tão fragil, que um só carinho, parece um trevo rodeado de Elis.
Um beijo grande grande grande
Ana Borges
E por favor trata-me por tu

Eli disse...

E um sorriso :) ?

Mil encantos de "Olás" num sorriso para ti.

:)