segunda-feira, 13 de abril de 2026

 


13/04/2026


Esta noite, acordei sem sono, não é muita habitual mas acontece.

Coloquei uma história no tm para dormir, para mim as histórias de fazendas antigas, são o melhor comprimido para dormir.

A história era super interessante, com descrições tão minuciosas que me fazem andar por aqueles lugares, e uma descrição que me ficou na mente, e que me levou a escrever este post, foi um momento em que uma abelha solitária voando ao final do dia ao pé de uma flor lilás que estava quase a fechar, mas ela andava de volta dela. Eu imaginei que eu era a abelha e que estava a conversar com a flor lilás, que apesar de cansada de ter estado todo o dia a apanhar sol, aberta para o dia para expelir/emitir o seu perfume para quem passasse, estaria muito cansada, por isso estava a fechar mas continuavam as duas como duas pessoas a conversar, quem sabe sobre o quê, mas apesar de ambas estarem cansadas, a abelha tinha voado todo o dia para levar o néctar e o polem das flores para a sua colmeia, e como abelha solitária tinha que voar muito pois só dependia de si, a flor também solitária estava farta de estar a mostrar a sua beleza e os seus dotes durante todo o dia.

Adorei esta passagem, tanto que adormeci ao som do zumbido da abelha e do cheiro que vinha da flor.

Favos e Ferrões

AnaBorges


terça-feira, 7 de abril de 2026

 

07/04/26

Bom dia

Gosto de ler o meu blogue, não sou egocêntrica, mas confesso, que este ano me deu para voltar ao meu blogue, e confesso mais, eu adorei, não tiraria nem um post que coloquei desde 2007 (19 anos), uma vida.

Na altura que comecei, confesso era casada com um Ser, Culto, Estudioso, Inteligente e que me fez, (foi como uma obrigação para mim, que não gosto de ficar para trás) cultivar o meu lado mais literato que tinha deixado para trás. A esse Ser que já não coabita comigo há muitos anos, desde já o meu agradecimento por ter voltado a adorar ler, a cultivar cada vez mais o meu "canteiro" de letras, e ter o gosto de saber escolher o que pretendo dizer.

Deixando a introdução para trás, vamos ao que interessa:

Há alguns anos foi-me colocado pelo Blogue "O Sabor Da Palavra", um desafio, que na altura respondi.
Hoje ao passar pelo ano em que esse post foi publicado, achei interessante responder agora, ao fim destes anos, ver a forma como hoje penso, o que mudei em mim, o que mudei em relação aos outros e até em relação ao mundo em que vivo.

Por isso transcrevi o que me foi colocado na altura e vou responder agora na atualidade, confesso que estou curiosa por ver se houve mudanças em mim e de que modo se refletem.


"O Blogue O Sabor Da Palavra lançou-me "um abraço para breve, escolhe o lugar…", e deixou um desafio.


Responder às perguntadas assinaladas em baixo, multiplicar este abraço por mais pessoas e reencaminhar o desafio para um mínimo de cinco pessoas.


1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?

- nesta altura da vida, quem eu gosto, adoro abraçar é a minha Maggie, uma doce Yorkshire, que coabita comigo há mais de 7 anos, adora acordar de manhã e lamber a sua dona com toda a ternura canina. 

2 - Quem nunca abraçarias?


- Aqui está uma pergunta simples, mas muito complexa de responder. Existem 2 formas de responder: a imediata e a ponderada.
Vou começar pela imediata, Abraçaria a Maggie tal como ela coloca a pata em volta do meu pescoço para me sentir, um amor sem maldade, só amor. De resto Ninguém. Nesta altura da vida, depois de muitos capítulos escritos, o resumo é, não abraçaria ninguém, exceto a Maggie.
A resposta ponderada. Abraçaria todos os que partiram antes de mim, e que juraram amor eterno, sem nunca terem dado terem dado apenas um pouco de amor verdadeiro. Mas dava-lhes um abraço, sem raiva, sem ódio, sem mentiras, apenas um abraço sincero, aquele abraço que não foi dado em vida.


3 - Quem davas tudo para poder abraçar?


- Ora, outra pergunta de difícil resposta.
Não dava nada. Não tinha que dar nada para poder dar um abraço, os abraços são extensões de nós, imediatas, sem pensar, apenas abraçar. Talvez desse um abraço a mim própria, que durante toda a vida lutou para ter abraços sinceros, honestos, sem intenções, a não ser o carinho.

Ao comparar as respostas dados com um intervalo de 17 anos, que diferença. Estou abismada, não li as respostas que dei em 2009, li só agora, e realmente a idade trás tudo, mas tudo mesmo.
Quem abraçaria no presente? Naquela altura dava como um dado adquirido o casamento que tinha, pobre tonta, nada nem nenhum homem é adquirido, são personagens que passam na nossa vida, dão o que sentem, vivem como sentem, mas não se dão inteiros nem vivem na totalidade. Uma ilusão tão grande. Acreditamos que encontramos o Éden e afinal, apenas encontramos um Ser, incompleto, cheio de erros, cheio de maldades, cheio de assuntos não resolvidos, assim como nós. Talvez eu também estivesse naquela altura assim, mal resolvida.
Cresci, passei por experiências e senti o mesmo. nada mudou.
Quem nunca abraçaria? Senti muita raiva na resposta que dei nessa altura, ainda não tinha crescido o suficiente para entender que o que nos faz mal faz-nos crescer tornamo-nos melhores pessoas, e só temos um caminho, não olhar para trás e seguir em frente com o coração livre de rancores, raivas, ódios. Isso só nos faz mal. Hoje em dia, apenas não abraço ninguém (exceto a Maggie ou outro cão que tenha ou venha a ter, o que será difícil), abraço-me a mim, porque o meu amor é único e ninguém conseguiu conquistá-lo, só eu, porque sei quem sou, sei do que sou capaz, sei como viver comigo mesma.
A quem dava tudo para puder abraçar? a última pergunta, e não a mais fácil. Hoje respondo que nem à pessoa que coloquei em primeiro lugar na resposta de 17 anos atrás, eu daria nada para puder abraçar, abracei o quanto devia, na altura certo, hoje não dava mais nada, a outra pessoa a quem me refiro nessa altura, então é que não dava mesmo nada, nem agora e nem deveria ter dado naquela altura. Uma questão de conhecer o Ser humano que habita, ou melhor habitou ao nosso lado.
Existem coisas, que são nossas, só nossas, e a maioria das pessoas que nos rodeiam ou melhor nos rodearam, desconhecem quem somos, os seres humanos que fomos, o que fizemos por amor, o que perdemos por amor, e no final ficamos sós.
Fico bem, agora as respostas estão certas, as primeiras denotam o que precisamos sempre de aprender e continuar a aprender, porque só vamos aprendendo pouco, e muitas vezes o que devemos aprender, simplesmente voltamos a cara para não ver.

Favos e Ferrões

segunda-feira, 6 de abril de 2026

 


06/04/26

COISA MAIS LINDA

Maggie de seu nome, vivência dentro do coração da sua dona.

"Um cachorro não se importa com o valor do seu salário, não liga pra sua roupa, não tira extrato bancário, não sabe o que é dinheiro, viagens pro estrangeiro, nem quer morar em mansão. Ele só quer seu carinho e, quem sabe, um cantinho dentro do seu coração.
Eu nunca vi um cachorro desmatando uma floresta, maltratando seu planeta e o pouco que lhe resta. Não polui rio nem mar, também nunca vai marchar pra começar uma guerra, por dinheiro, ambição, racismo, religião ou um pedaço de terra.
Sem diploma, sem estudo, é mestre, é professor da mais bela disciplina: a matéria do amor. E o homem, mesmo estudado, vive sendo reprovado e não aprende a lição, que é tão simples entender, basta a gente perceber, como é que vive um cão… Uma vida que é tão breve, por isso talvez a pressa, a urgência de amar, já que amar é o que interessa, se doar sem querer troco, ser feliz mesmo com pouco. E a humanidade sofrendo, mesmo assim não compreende, peleja, mas não aprende o que um cão nasce sabendo: que amor tem 4 letras e, por certo, 4 patas, não diferencia ouro ou um pedaço de lata, não fala, não sabe ler, mas diz tudo pra você com o poder de um olhar, tão puro e tão leal, tem o dom especial de sempre nos perdoar...
Eu nunca vou entender a tamanha pretensão de um homem que se diz mais sabido que um cão. Em nossa sociedade, infestada de vaidade e sentimentos banais, pro homem poder crescer precisaria viver igualzinho aos animais"


Adorei este texto, está tal e qual como sinto. A minha pequenina só quer saber se eu existo, mais nada.

Favos e Ferrões
ABorges

quarta-feira, 1 de abril de 2026

 


01/04/2026

Quem és Tu?

Eu sei, mas não digo.

Dedico-te estes excertos, retirados de um livro velho, mas, tal como uma pintura retratam a minha pessoa, o meu ser.

"Eu chorei porque te amo mas eu não sei amar. 

Eu chorei porque sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. 

Eu chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. 

Eu chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. 

Eu chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. 

Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins."

Tati Bernardi

A ti.

favos e Ferrões

 


01/04/2026

Bom dia a mim.

Lembranças, coisas mais lindas, não quero, recuso-me a lembrar de momentos maus, capítulos da minha vida que não quero esquecer, mas estão arrumados, não pretendo mexer. Podem ganhar pó, teias de aranhas, mas ficam quietos lá no seu canto.

Aqui nesta foto, uma praia, um mar revolto, um sol quente, uma aragem acolhedora.

Gostei, senti a liberdade em olhar para todo o lado e só me ver, eu era o centro do mundo e a praia girava à minha volta.

Quando digo e penso que só eu me amo, é verdade, nunca ninguém me fez sentir tão bem, senti sim, o peso de achar que fiz sempre tudo mal, sabendo eu que estava a fazer o melhor para os outros, mas estava a fazer mal, mal a mim mesma, porque me esqueci que eu sou gente, eu sou uma pessoa, que precisa de mimos, abraços, carinhos..... Mas tudo isso não existiu.

Mas eu existo, eu quero mas não encontro.

Enfim vou procurando locais que me dão o que eu não tenho.

Favos e Ferrões

quinta-feira, 26 de março de 2026


 26/03/2026

Hoje acordei como esta parede, sem explicação, sem sentido sem cor, apenas teias.

Senti raiva ontem, mas consegui que passasse, não valia a pena bater em ninguém nem chamar nomes, até porque essa pessoa era EU, para quê bater em mim própria, chamar nomes a mim própria. EU sou assim.

Passou, o ontem, mas chegou o hoje e não tenho raiva, mas tenho vontade louca de me bater de me chamar nomes, não pelo mesmo assunto, mas por algo que no fundo, mesmo no fundo, tem algo parecido, ou seja terá os mesmos genes, que são meus, nasceram comigo, herdei-os de alguém. Quem? Não sei.

Amar e ser amado, para mim tem o mesmo sentido de achar e perder.

Como é possível ouvir uma musica e lembrar da minha estupidez? Terá o seu sentido, porque o que faço é com sentido, não é consentido. Amor platónico, 20 e tal anos e ainda dura e ainda magoa e ainda cria mossa e tristeza.

Uma pergunta? Apenas uma? porque não vejo a tempo de me entregar, a miséria do ser humano?

Porque me dou e recebo apenas hipocrisia, apenas faz de conta que é? É o quê? Ilusão. Eu ainda acredito em ilusões como uma criança ainda acredita no Pai Natal.

Cresci, sim cresci, mas a ilusão de ter um amor para a vida continua, mesmo tendo tido tantas derrotas eu ainda acredito numa batalha ganha.

Que bom ler uma frase "...isolado o mais que posso , tenho muitas saudades de quem muito gosto...o meu doce e terno beijinho para diminuir este mar de saudades...bom dia minha querida, tenho saudades de um beijo seu... quando penso lembro-me do nosso histórico que nunca quero perder ....etc, etc, etc".

Que é isto? Que foi isto?

Não consigo responder às perguntas que faço a mim mesma, e durante 5 anos de reencontros, de mensagens, de encontros fugidos, SILÊNCIO, apenas e só silêncio.

Que faço aos homens que me desejam, que dizem que me amam, e apenas conseguem desfazer o meu coração. Será que viverei até que chegue o fim, apenas com isto?

Como é possível eu acreditar sempre na mesma conversa? E não são "compras" do momento, são tesouros que habitam em mim, criam poeira, teias de aranha, mas basta um sopro e revivem, hoje foi uma simples musica, que ressuscitou o tesourinho escondido.

Ferrões e favos

Ana B. 

quarta-feira, 25 de março de 2026


 Ainda não tinha postado uma mensagem com esta beleza, amor da minha vida. Maggie de seu nome, uma lady com 7 anos.

Comprei-a em Novembro de 2018, depois de ter tido um ataque de choro, ao ver uma igual, não resisti, ainda estava muito fresca a partida da minha Noya, aquela que se encostava a mim sempre que pressentia que o "clima" estava mau para a dona. Noya partiu para o mundo dos patudinhos no dia 20/09/2016, sofri, chorei, aquela "menina" adormeceu de vez ao meu colo, sofremos as duas, e fui egoísta por ter prolongado o sofrimento dela, para a ter mais tempo a meu lado.

Ainda não estava preparada para ter outra, nem queria, não queria sofrer mais por estes "anjos" de 4 patas, mas não aguentei, depois de ver a outra, que era de uma amiga, procurei e encontrei um canil com Yorkshire, fui ver e comprei esta beleza.

Uma matulona, com um pelo lindo, brincalhona, estragadona, refilona, tudo o que um bom Yorkshire tem de raça.

Mas depois do ano, tornou-se uma princesa, só eu e ela, adora a dona, dorme com uma pata na dona, para saber que estou ali, ao lado dela.

Come quando eu como, dorme quando eu durmo, sabe que a dona tem que vir trabalhar, não chora fica no sofá, ou na cama, ou onde quiser, a casa é dela, está arrumada á maneira dela, brinquedos espalhados, tapetes enrolados, cama desfeita.

Quero lá saber, ela é feliz e eu também. Somos duas. Meu amor pequenino. Coisa mais linda da dona.

Favos e ferrões

AnaB

Perdões e raivas




25/03/2026

Começo a escrever, sem saber como começar.
Acordei mal, não fisicamente mas emocionalmente. Recebi ontem um sms que só vi hoje de manhã e me deixou mal.
Não sei se é chamada de atenção se é mesmo uma despedida.
Espero que seja só e apenas mais uma chamada de atenção.
Não sei bem como vou saber, mas farei tudo para saber.
Foram alguns anos, em que posso dizer que tiveram momentos bons, e bastantes momentos maus.
Até que acabou tudo por um momento muito mau. No meu interior ainda existem resquícios dos bons momentos, apesar de tudo ainda lembro os bons momentos, o seu pouco sentido de humor, mas que existia e era muito bom.
Recuando alguns anos atrás, lamento não ter conseguido abrir aquele coração, fazer com que acreditasse em alguém que lhe foi tão honesta, tão sincera, e deitasse todas as mágoas para fora, que se abrisse, que acreditasse, porque não faz mal um homem chorar. mas não, sempre mostrou a sua frieza, a sua altivez, o seu rancor, os seus ódios. Impenetrável. Hoje conhecendo bem melhor, tudo esse interior, todas essas falhas, não quero acreditar que seja tarde demais. Como eu gostaria de ter ajudado mais, de o ter abanado com força de modo a que abrisse a boca e deitasse tudo para fora. Mas não, limitava-se a descarregar os diabos interiores nas pessoas que mais o amavam, que lhe perdoavam, que escondiam a dor dizendo apenas "é feitio, isto passa, ele tem bom coração", e assim foi. mas não devia ter sido assim.
Psiquiatras? Para quê? Medicação para dormir? o mal não era falta de sono, eram tantos demónios interiores, que matavam os anjos que queriam combatê-los. Era uma guerra sem fim.
Sofreu? Sim, muito, até demais.
Apareceu um cancro, ficou sem fala. Que mais maldição poderia ter acontecido?
O ódio fico ainda pior, atirou culpas para todos, como se um cancro pudesse ser atribuído a uma causa maléfica de outro ser humano.
Palmadas e desculpas.
Perdões e raivas.
Se acontecer algo que não seja apenas uma mera chamada de atenção ficarei com uma dor na alma, no coração, porque o suicídio é apenas um ato de fuga, quando aprece apenas uma parede sem saída.
Falo com sabedoria, já o fiz, mas Deus disse "Vais lutar, e na vida é que se luta, levanta a cabeça, perdoa-te e acredita em ti, pois saberás o que tens que fazer, para, ouve-te e segue em frente", e aqui estou eu fazendo isso todos os dias, não o perdoar-me, porque já o fiz nessa altura, tornei-me numa melhor pessoa, olho para os problemas e penso em soluções.
Suicídio não é cobardia, é coragem.
Todas as chamadas de atenção, não querem dizer que se chegue ao fim, mas haverá um dia em que se tornarão verdadeiras, e será o fim.
Eu, acredito que não o terá ainda feito, por medo do desconhecido, não sabemos o que estará do outro lado, o sofrimento que será a partida, as dores, o medo. Mas sozinho, numa casa rodeada de ervas, desconfortável, sem falar com ninguém, sem nada, acredito que a cabeça tem um filme de longa metragem, que vai passando diariamente, e nunca chega ao The End.
Tenho tanta pena, mas as penas não são nada.
Apetecia-me pegar no carro, chegar lá, trazê-lo e dar-lhe nova oportunidade, mas penso no que passei, no que sofri, no que fui rebaixada, e fico-me pelas penas, tal galinha.
Logo vou ligar ao Sr. Bernardino (merceeiro) perguntar se ele o viu.
🙏

favos e ferrões
AnaB

sexta-feira, 6 de março de 2026






Mais uma volta. Sou aventureira..... sou não será o termo adequado, tenho que ser aventureira. Adoro o conforto de um carro, leva-me a onde eu desejo, eu quero, eu obrigo, agora confinada a um bilhete, com partida e chegada, não, não gosto mesmo nada.
Mas tudo é uma experiência que levamos desta vida, uma vida de cair e levantar e voltar a cair e voltar a levantar. Não baixo as mãos.
Adorei relembrar tempos idos em que ia com a minha avó de comboio para a terra do meu avô, grandes aventuras que a minha mente tinha embalada ao som do barulho monótono do comboio.
Histórias lindas que eu vivi, era uma princesa que voava no seu belo coche ao encontro de fadas e querubins, sons de violino e piano, acabava por adormecer com um sorriso na cara e a minha avó dizia sempre: "esta menina parece um anjo". Que belas palavras, onde o amor saia e se expunha. E lá acabava eu a viagem a dormir enroscada ao colo da minha avó.
Ao olhar para os sacos, sim hoje eram sacos, já não se usam as ceiras, onde ia o farnel, pão com marmelada, pão com chouriço,  bolos do forno, e belas laranjas, e passo a publicidade, umas "laranjina C", agora vão dentro dos sacos as mesmas coisas mas de forma diferente, na mesma pão com marmelada mas embrulhado em película aderente, fruta descascada em tupperwares, garrafas de plástico com água ou sumo, enfim modernices da vida........




Viagens .........
Sou aventureira, sim é verdade. Medos? Não, não tenho medos, só medo do que ficou para trás e não foi vivido.

Ferrões e Favos de Mel



dia da familia


Família? Onde? Quem?

Vivo um dia de cada vez.
Excertos:

"A sociedade contemporânea geralmente vê a família como um refúgio do mundo, fornecendo satisfação absoluta", ou será que as pessoas se refugiam no mundo para fugir da família?

"... a família tem, como função primordial, a de proteção, tendo, sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões externas" 
onde está esse tipo de família? Existe?
Como pode um Pai violar uma filha/o, e ser o Ser onde as crianças procuram proteção? Será que a terra gira ao contrário e os rios nascem no mar?.

cada vez fico mais confusa com certos conceitos

Ferrões e Favos de Mel

Recomeçar































Revi hoje este meu blog, ri, chorei, sorri derramei uma lágrima. Tantas coisas passaram desde que o comecei a escrever. Mas não me apeteceu "matá-lo" tive pena, ia enterrar coisas que não quero esquecer. Cada vida é uma vida, cada dia uma aprendizagem, cada pessoa um conhecimento. Eu gosto de estar sempre a aprender, cresço a cada palavra nova, a cada noticia nova por muito boa ou má que seja. Viajo muito em meus pensamentos, em conhecimentos que vou aprendendo. Desde que o comecei a escrever tenho uma "coisa" que sempre ao meu colo, ou deitada ao meu lado cresceu a par do blog.
Vou tentar recuperar o tempo perdido, sem ter escrito uma linha que fosse. Continuo com o mesmo propósito escrevo só para mim, apenas desabafos, não vou ter cuidado com datas, com locais, escrevo ao sabor da vontade, poderei começar por hoje, assim como poderei começar pelo ano passado, apenas palavras, apenas sentimentos


Um ferrão amigo


abelhaferrona





 




Pink Floyd vs David Jon Gilmour

Nascido a 6 de março de 1946, em Cambridge, Inglaterra uma pequena descrição da cidade de Cambridge (é uma cidade e distrito não metropolitano no condado de Cambridgeshire, Inglaterra. É a cidade principal do condado de Cambridgeshire e está localizada às margens do Rio Cam, (89 km) ao norte de Londres. Há evidências arqueológicas de assentamento na área já na Idade do Bronze, e Cambridge tornou-se um importante centro comercial durante as eras romana e viking. As primeiras cartas de cidade foram concedidas no século XII, embora o status moderno de cidade só tenha sido oficialmente concedido em 1951. A cidade é bem conhecida por ser a sede da Universidade de Cambridge, fundada em 1209 e consistentemente entre as melhores universidades do mundo. [8][9] Os edifícios da universidade incluem a Capela do King's Collegeo Laboratório Cavendish e a Biblioteca da Universidade de Cambridge, uma das maiores bibliotecas de depósito legal do mundo. O horizonte da cidade é dominado por vários prédios universitários, junto com a torre da Igreja de Nossa Senhora e dos Mártires Ingleses e a chaminé do Hospital AddenbrookeA Anglia Ruskin University, que evoluiu da Cambridge School of Art e do Cambridgeshire College of Arts and Technology, também possui seu campus principal na cidade. Cambridge está no coração do Silicon Fen de alta tecnologia ou Cluster Cambridge, que abriga indústrias como software e biociências e muitas startups nascidas da universidade. Mais de 40% da força de trabalho possui qualificação de ensino superior, mais do que o dobro da média nacional. O Cambridge Biomedical Campus, um dos maiores clusters de pesquisa biomédica do mundo, inclui a sede da AstraZeneca e o realocado Royal Papworth Hospital[10] Cambridge produziu as primeiras 'Leis do Jogo' para o futebol associativo e foi o local do primeiro jogo, realizado no Parker's Piece. O festival de música e arte da Feira do Morango e a Feira de Solstício de Verão são realizados no Meio do Verão Central, e o Festival Anual da Cerveja de Cambridge acontece no Jesus Green)

David Gilmour, ingressou em 1967, no grupo Pink Floyd, pouco antes da saída do membro fundador Syd Barrett[1] No início dos anos 1980, os Pink Floyd haviam se tornado um dos grupos mais vendidos e aclamados da história da música. [2] Após a saída de Roger Waters em 1985, os Pink Floyd continuaram sob a liderança de Gilmour e lançaram os álbuns de estúdio A Momentary Lapse of Reason (1987), The Division Bell (1994) e The Endless River (2014).

Gilmour lançou cinco álbuns a solo de estúdio: David Gilmour (1978), About Face (1984), On an Island (2006), Rattle That Lock (2015) e Luck and Strange (2024). Alcançou três álbuns solo número um na UK Albums Chart e seis com o grupo Pink Floyd. [3] Ele produziu dois álbuns da Dream Academy e é creditado por ter trazido a cantora e compositora Kate Bush à atenção pública, pago por suas primeiras gravações e ajudado a conseguir um contrato com gravadora.

Como membro dos Pink Floyd, Gilmour foi incluído no US Rock and Roll Hall of Fame em 1996 e no UK Music Hall of Fame em 2005. Em 2003, Gilmour foi nomeado Comandante da Ordem do Império Britânico (CBE). Ele recebeu o prêmio de Contribuição Excepcional no Q Awards de 2008. [4] 

Em 2023, a Rolling Stone (uma revista mensal americana) nomeou o 28º maior guitarrista.

Um pouco de história do crescimento de David Gilmour:

Os pais de Gilmour incentivaram-no a seguir o seu interesse pela música, e em 1954 ele comprou seu primeiro single, "Rock Around the Clock", de Bill Haley[9] Seu entusiasmo foi despertado no ano seguinte por "Heartbreak Hotel" de Elvis Presley, e "Bye Bye Love" dos Everly Brothers que despertaram o seu interesse pela guitarra. Gilmour pediu um violão emprestado de um vizinho, mas nunca o devolveu. Logo depois, começou a aprender a tocar sozinho usando um conjunto de livros e discos de Pete Seeger[10] Aos 11 anos, Gilmour começou a frequentar a The Perse School na Hills Road, Cambridge, da qual não gostava. [11] Lá, conheceu dois colegas que mais tarde se tornariam os futuros membros do Pink FloydSyd Barrett e Roger Waters, ambos frequentando a Cambridgeshire High School for Boys na mesma rua. [12]

Em 1962, Gilmour começou a estudar línguas modernas no A-Level no Cambridgeshire College of Arts and Technology,[11] mas, apesar de não ter concluído o curso, acabou aprendendo a falar francês fluentemente. [11] Barrett também era estudante da faculdade, e os dois passavam os almoços juntos praticando violão. [11] Mais tarde naquele ano, Gilmour entrou para a banda de blues rock Jokers Wild. Eles gravaram um álbum de um lado e um single no Regent Sound Studio, na Denmark Street, no oeste de Londres, mas apenas 50 cópias de cada um foram produzidas. [11]

Aos 19 anos, Gilmour pegou carona até Saint-Tropez, França. Barrett e seus amigos também dirigiram até lá e encontraram-se com ele antes de serem presos por tocar na rua[13] Gilmour e Barrett depois viajaram para Paris, onde acamparam fora da cidade por uma semana e visitaram o Louvre[14] Durante esse período, Gilmour trabalhou como motorista e assistente do estilista Ossie Clark[15]

Gilmour viajou novamente para a França em meados de 1967 com Rick Wills e Willie Wilson, ex-integrantes do Jokers Wild. Eles apresentaram-se com o nome de Flowers, depois Bullitt, mas não tiveram sucesso comercial. Após ouvirem suas covers dos sucessos das paradas, os donos de clubes ficaram relutantes em pagar, e logo após a sua chegada a Paris, ladrões roubaram seus equipamentos. [16] Também enquanto estava na França, Gilmour contribuiu com vocais principais em duas músicas da trilha sonora do filme Two Weeks in September, estrelado por Brigitte Bardot[7] Quando ele retornou com Bullitt à Inglaterra ainda naquele ano, eles não tinham dinheiro para pagar a gasolina e tiveram que empurrar o ônibus para fora da balsa e desembarcar.


Fim da 1ª parte da vida e obra deste Sir

"todo o texto foi retirado da Wikipedia"


quinta-feira, 5 de março de 2026

 


05/03/26

Tantos anos se passaram.

Sempre ouvi dizer, que com a idade iriamos viver de saudades, de lembranças, eu ria-me, mas agora acredito plenamente nisso. Todos os dias revivo um dia passado, hoje calhou-te a ti, seres a minha memória deste dia.

Já fez mais de meio século, que o nosso momento existiu.

Um jovem lindo, no fim da adolescência e principio de adulto, e uma jovem linda na adolescência, só uma troca de olhares e tudo começou.

E ao mesmo tempo vem a canção do Paulo de Carvalho "Nini dos 15 anos", basta a letra e entramos no filme dessa época "recordar os 15 anos e o meu primeiro amor", o bilhar, os matraquilhos, as horas de estudo e a troca de olhares, o primeiro beijo "com toda a ternura que tem o primeiro amor", a sala de estudo que era considerada uma prisão, passou a ser o melhor sitio do colégio "batia o coração mais forte que a canção", e assim que tocava a saída das aulas, começava a corrida para a sala de estudo, e o suspiro do olhar. Nem sei se abria os livros, o que sei é que tu como mais velho e finalista do colégio, estavas incumbido de tomar conta da sala de estudo, que bom ficávamos frente a frente, éramos os primeiros a chegar, e os últimos a sair, e se custava sair. Mas entre o fechar a porta, e o sair,  havia sempre aquele beijo, em que o mundo desaparecia, e ficávamos só nós.

Nos intervalos das aulas, de mão dada, andávamos como que a voar nas nuvens, estivesse a chover ou a fazer sol, nada importava, só existíamos os dois. Aquele pequeno pátio, era o nosso mundo.

Tudo terminou. Teve o seu tempo, mas ficou sempre a ternura do primeiro amor.

Ainda hoje te visito, estiveste durante muitos anos só, agora vi que já tens a teu lado o teu Pai e a Senhora tua Mãe. Imagino a solidão, tua e deles, a deles foi muito dolorosa partiste muito cedo, não deveria ser assim, eu chorei muito quando te foste, passei a vida tentando disfarçar pois não me era permitido chorar, não me deixavam ter esse direito, mas eu tinha, e o meu coração ficou partido, tantas promessas quebradas, tantas juras, tornadas mentiras.

Continuarei a visitar-te, sempre que o coração me pedir, levarei a rosa prometida como sempre. Sei que a vês, sei que me vês, e dar-te-ei aquele beijo "o primeiro beijo", já não choro, agora dou um suspiro, como um, até um dia, meu primeiro amor.

AB







quarta-feira, 4 de março de 2026

 

Mais um dia

04/03/26

Sentada no mesmo sitio, com as mesmas mobílias, sendo eu uma parte da mobília, tento colocar pensamentos em dia.

Metade da vida já passou, a outra metade não sei se irá passar, mas pelo menos passará um dia de cada vez.

Sinto-me só? Talvez, tem momentos.

Gosto de estar só. Dá-me uma sensação de liberdade, a liberdade de ser só eu.

Passei tormentos, uns foram abalos, outros pequenos terramotos, outros uma escala maior, mas saí quase ilesa. Será que saí? Talvez não. 

Aprendizados? Muitos. Quase um doutoramento e uma especialização. Especialização em "assuntos mal resolvidos". daria uma série interessante, daquelas que o fim fica em suspense. 

dentro da minha cabeça fervilham ideias, fervilham palavras, fervilham palestras

Queria estar rodeada de pessoas que não conseguem dizer o que sentem, o que passaram, como podem sair da situação, como podem ter novamente vontade de olhar para o espelho e sorrirem.

Queria dizer-lhes que as coisas passam, e nós temos que olhar para o espelho e dizer eu amo-me, eu sou boa, eu sou linda, eu sou MULHER, eu acredito em mim, eu consigo. Dizer tanto EU, EU, EU......

Porque Eu, porque esta pessoa por detrás das teclas, passou por isso, e deu a volta. Claro que se aprofundar muito, a volta ainda não dá uma rotunda completa, mas irá dar, Eu acredito que sim.

Eu creio que ainda tenho tanto para fazer, para dar, para receber, para sorrir, e até chorar, mas choro cada vez menos, quero chorar de alegria, quero estar rodeada de pessoas do bem, que me façam bem e me deixem fazer o bem.

Quero aprender. Quero saber coisas que nunca me fizeram parar para fazer, e agora eu quero, eu vou fazer.

Chega esta manhã quase ao fim, metade do dia já passou a outra metade logo se verá.

Ferrões e Favos de Mel💫