quarta-feira, 13 de maio de 2026

 13 de maio de 2026



Nossa Senhora de Fátima

Acredito em DEUS, um SER que me faz sentir feliz, que falo com ELE, não sei quem é, mas sinto que em mim existe um crer, um acreditar em algo, alguém, não sei explicar.
Não sou muito de Santos, não sou muito de ida às Igrejas, para mim, basta um sitio qualquer para desabafar com DEUS, pedir que me oriente nas decisões que tenha que tomar, enfim.
Mas sei o que é Fátima, o que leva milhares de crentes, a caminharem para lá, o Santuário não tem espaço para tantas pessoas, e acredito que não vão por ir, vão movidos pela fé, pelo acreditar nesta Santa. Existe qualquer coisa mística que leva tantas almas vivas ao Santuário de Fátima, e tirando o 13 de maio e o 13 de Outubro, nos outros dias do ano, existem sempre pessoas, desloco-me lá quando me apetece estar só, naquele lugar.

Agora um pouco de história:
"A imagem que se venera na Capelinha é feita em cedro do Brasil, mede 1,04 metros, é obra do escultor José Ferreira Thedim e foi oferecida por Gilberto Fernandes dos Santos. Encontra-se neste local desde 13 de Junho de 1920. Nos dias mais solenes é adornada por uma coroa preciosa, na qual está encastrada a bala do atentado ao Papa João Paulo II, em 13 de Maio de 1981. Nos outros dias, a coroa encontra-se em exposição no edifício da Reitoria.
AZINHEIRA GRANDE: é a única árvore que restou das que existiam no local em que Nossa Senhora apareceu.
CAPELINHA DAS APARIÇÕES: verdadeiro coração do Santuário. Foi o primeiro edifício construído na Cova da Iria, no lugar das Aparições de Nossa Senhora. O local exato está assinalado por uma coluna de mármore sobre a qual é colocada a imagem de Nossa Senhora.
MONUMENTO AO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS: erguido no centro do recinto em 1932, encontra-se sobre um poço cuja água tem sido instrumento de muitas graças.
COLUNATA: Conjunto arquitectónico composto por 200 colunas e meias colunas e 14 altares, situada dos dois lados da Basílica, é obra do arquitecto António Lino. No seu interior encontra--se a Via-Sacra em quadros de cerâmica policromada, executada a partir de desenhos de Lino António, com a colaboração do ceramista Manuel Cargaleiro.
Sobre a colunata, podem ver-se quatro grandes imagens de Santos Portugueses: S. João de Deus, S. João de Brito, Santo António e Beato Nuno de Santa Maria.
De um lado e do outro, da esquerda para a direita, pode ver-se um conjunto de imagens mais pequenas, dos seguintes santos: St.ª Teresa de Ávila, S. Francisco de Sales, S. Marcelino de Champagnat, S. João Baptista de la Salle, St.º Afonso Maria de Ligório, S. João Bosco com S. Domingos Sávio, S. Luís Maria Grignion de Montfort, S. Vicente de Paulo, S. Simão Stock, St.º Inácio de Loiola, S. Paulo da Cruz, S. João da Cruz e St.ª Beatriz da Silva."

Li esta semana, que a Mãe de santo Carlo Acutis, o jovem da atualidade, veio trazer a Fátima um relicário com a imagem dele.
Sobre este jovem Santo já li e reli muito. Paro e penso. Uma morte repentina na flor da idade, cheia de sofrimento. Dói muito ler a história de vida deste menino/adolescente.

Por agora já chega, estou hoje melancólica, ainda não entendi bem o porquê, mas estou.

Ana Borges

Favos e Mel
13/05/2026



quarta-feira, 6 de maio de 2026

 





Barro negro de Molelos - Tondela a Oaxaca no México

Cultura sem barreiras nem fronteiras

Oaxaca

O barro negro de Oaxaca, (cidade mexicana) famoso pela sua cor escura e acabamento brilhante, tem raízes profundas na cultura Zapoteca, remontando a mais de 2.000 anos. No entanto, a sua transformação num artesanato de luxo brilhante começou no século XX, na cidade de San Bartolo Coyotepec.

A melhor forma de conhecer o início do barro negro é visitando o local onde a técnica evoluiu, a cerca de 15 km da cidade de Oaxaca. [1]

  • Oficina de Dona Rosa: A figura principal na história moderna é a artesã Dona Rosa Real Mateo de Nieto. Na década de 1950, ela descobriu que polir o barro com uma pedra de quartzo antes de queimar, e controlar a queima, produzia um brilho metálico único. A sua oficina continua a operar e é um ponto de visita essencial para ver demonstrações da técnica original.
  • Mercado de Artesanías de Barro Negro: Localizado em San Bartolo, é um ótimo local para ver a variedade de peças e conversar com os criadores.
  • O barro negro não começou brilhante. Historicamente, era cinzento, baço e usado para fins domésticos (potes para água e mezcal). - Durante muito tempo se acreditou que o destilado de ágave defumada, chamado mezcal, tivesse uma origem posterior à colonização espanhola da América, porém em 2018 um estudo confirmou uma origem ameríndia para esta bebida, através de uma série de fornos descobertos por arqueólogos em Tlaxcala. Ágave da cultura Asteca, a deusa Mayahuel, que tem uma Agave como símbolo, representa saúde, longevidade, festividade e fertilidade. Para o povo Nahuatl, habitante original do oeste do México, a planta era adorada por representar o poder terreno da deusa Mayahuel sobre o êxtase do culto e o sacerdócio.

    No início do século XVI, os conquistadores espanhóis encontraram o povo Nahuatl produzindo uma bebida, chamada de "pulque", a partir da fermentação da planta agave; a bebida era usada principalmente em cerimônias religiosas e para fins medicinais.[1]

    Na História, restos humanos que datam pelo menos 10.000 anos mostram os primeiros usos do Agave para alimentos e fibras. Integrou especificamente a cultura pré-colombiana da Antiguidade até a chegada dos conquistadores espanhóis, em 1492. Foi exportado para o Velho Mundo em 1520, sendo mencionado como um alimento para astecas e outros povos nativos no códice florentino de 1580.

    • A Inovação (Anos 50): Dona Rosa descobriu, quase por acidente ao polir uma peça, que o barro preto de San Bartolo Coyotepec reagia ao polimento e a uma queima específica, tornando-se negro brilhante.
    • Técnica Tradicional: A cor é obtida naturalmente da terra, e o brilho intenso vem do polimento manual com quartzo, sem o uso de esmaltes químicos. 

Molelos - Tondela



  • Louça Preta - É tradicional da aldeia o artesanato em olaria de cor preta.

O barro é "colhido" em Molelinhos, uma anexa da freguesia. Com ele são produzidos modelos legados pela tradição, tais como cantarinhas (bilhas) de segredo, assadeiras, pucarinhos ou moringues. Os ornamentos são feitos manualmente. Os motivos são quase sempre geométricos ou vegetais.

A cor preta que o barro adquire, é conseguida pelo processo de cozedura em ambiente de reduzido oxigénio e uma atmosfera carregada de carbono. Tudo isto era feito numa cova, pouco funda, cavada na terra, popularmente conhecida por "soenga". Atualmente o método só é utilizado em demonstrações. Os artesãos usam agora o forno a lenha, mais prático e funcional.

O Município de Tondela iniciou em 2022 o processo de inserção da louça preta de Molelos no inventário nacional do património imaterial, que tem como objetivo preservar a identidade desta arte ancestral e todo o seu saber fazer[7].

No dia 2 de abril de 2025 foi publicada em Diário da República a inscrição do «Processo de Produção do Barro Negro de Molelos» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.


Por aquilo que se me deu buscar em várias fontes (Wikipedia, história), fiquei a saber que o barro negro de oaxaca é talvez o mais antigo, faltam-me mais fontes para saber como veio parar a Molelos, se foi trazido por algum colonizador, muitos portugueses emigraram para a Venezuela, México, países onde o espanhol como língua materna seria mais fácil de entendimento para os Portugueses. Fica a dúvida.

O barro preto em Molelos, freguesia de Tondela, é uma tradição ancestral com raízes profundas, existindo registros documentados da produção de loiça preta na região desde o século X. A introdução e persistência desta técnica deve-se à combinação de matérias-primas locais, à necessidade de utensílios de cozinha e à transmissão de saber-fazer de geração em geração.

1. Origem e História (Saber a Origem)
  • Tradição Ancestral: A olaria preta de Molelos não tem um único "inventor", mas é uma herança cultural enraizada, com registros que remontam ao início do século XVI.
  • Contexto de Subsistência: Originalmente, a produção servia para criar utensílios utilitários (púcaras, bilhas, potes para azeite e cereais) essenciais para o quotidiano da região, desenvolvidos através da observação e repetição de gestos ancestrais.
  • Matéria-prima Local: A presença de argilas de excelente qualidade na região permitiu o desenvolvimento desta técnica, utilizando barro arenoso misturado com barro gordo.2. Como o Barro se Torna Preto (O Processo Técnico)
    O preto do barro não é pintado, mas sim resultado de um processo químico natural chamado cozedura em atmosfera redutora. [1]
    • A "Soenga": A cozedura é feita tradicionalmente na "soenga", uma cova aberta no solo.
    • Abafamento: Após a cozedura, o forno é tapado (abafado) com terra e torrões, impedindo a entrada de oxigénio.
    Só viajando se encontram as maravilhas do mundo, e quem gosta de arquelogia, tradições, culturas, achar este mundo maravilhoso, além de uma viajem no mundo é uma viajem na história.