26 de Outubro de 2026
abelhaferrona
Um Blog bem disposto, que é Livre, é Honesto, e como tal, se não reune essas condições, não entre. Não se aceitam anónimos, só perante certidão de registo de nascimento.
segunda-feira, 26 de outubro de 2026
segunda-feira, 1 de junho de 2026
01/06/2026
Apetecia-me viajar, onde? Não sei, mas talvez saiba. Existem 2 lugares que nunca fui e adorava ir.
Porto Santo
Paz, areia, água e céu azul. Tranquilidade, um bem necessário para o corpo humano. Imagino-me sozinha, passeando à beira mar, sentindo o cheiro da maresia, sentada a ver o por do sol.
Curaçau
Linda, uma ilha perdida no mar do caribe, muitas horas de voo, muita coisa para descobrir.
De ambas as ilhas, já tenho um mapa com tudo o que quero ver, o que quero conhecer, as gastronomias, as bebidas, a história, um roteiro completo. Talvez algum dia vá, ou talvez não.
Quem sabe. Já fui mais aventureira, sem possibilidades de o fazer, agora que talvez possa o ser aventureira está-me a passar.
Tudo nesta vida tem o seu tempo, eu gostaria de prolongar o meu tempo, mas isso só pertence a alguém que me colocou neste mundo térreo, e só Ele saberá o meu tempo.
Se não realizar nenhum destes sonhos, sonharei com eles.
Ana Borges
Favos e Ferrões
01/06/2026
Sinopse
"Durante anos, às quartas-feiras, numa pensão de Lisboa, uma homem e uma mulher encontram-se para viver uma paixão renascida após uma longa interrupção.
Um extraordinário romance que cruza as fotografias da memória desse amor clandestino, dos dois amantes e dos que os rodeiam."
Como é possível, amar um livro, desejar um livro apenas pelo título? A Sinopse chamava-me a ler uma bela história de amor, fosse em que época fosse, e tão atual, foi esse click que me prendeu tanto ao livro, não pelo autor, porque eu até nem gosto de António Lobo Antunes, nem da sua escrita, mas o título chamava-me, assobiava-me, deseja-me, mas ....
Não.
Andei meses para o comprar, visitava a Bertran, passo a publicidade, senti-a o livro na mão, lia a capa, lia a contracapa, e voltava a colocá-lo na estante., mas lá chegou o dia em que me atrevi a comprá-lo.
Comecei hoje a "tentar" lê-lo, folha a folha, desisti. Experimentei ler devagar, quase palavra a palavra, tentei ler como que devorando a essência das palavras, e nada. Não consegui encontrar fio na meada.
Um entrelaçamento de figuras, de palavras repetidas, que em nada me prendiam.
Já deveria saber, já deveria imaginar, tenho alguns não muitos livros, e confesso nunca acabei nenhum.
- Memória de elefante;
- Da natureza dos deuses;
- Para aquela que está sentada no escuro à minha espera;
e agora este. Eu hei-de amar uma pedra. Mais uma tentativa frustrada de entender António Lobo Antunes.
Sinto-me desiludida, sinto-me triste, tal Mulher apaixonada por um Homem, que lhe diz uma sinopse linda e a faz sonhar. Palavras, apenas palavras com um conteúdo nunca entendível. tal Ana com os seus maridos, nunca os entendi.....
Ana Borges
Favos e ferrões
quarta-feira, 13 de maio de 2026
13 de maio de 2026
Sobre a colunata, podem ver-se quatro grandes imagens de Santos Portugueses: S. João de Deus, S. João de Brito, Santo António e Beato Nuno de Santa Maria.
De um lado e do outro, da esquerda para a direita, pode ver-se um conjunto de imagens mais pequenas, dos seguintes santos: St.ª Teresa de Ávila, S. Francisco de Sales, S. Marcelino de Champagnat, S. João Baptista de la Salle, St.º Afonso Maria de Ligório, S. João Bosco com S. Domingos Sávio, S. Luís Maria Grignion de Montfort, S. Vicente de Paulo, S. Simão Stock, St.º Inácio de Loiola, S. Paulo da Cruz, S. João da Cruz e St.ª Beatriz da Silva."
quarta-feira, 6 de maio de 2026
Barro negro de Molelos - Tondela a Oaxaca no México
Cultura sem barreiras nem fronteiras
Oaxaca
O barro negro de Oaxaca, (cidade mexicana) famoso pela sua cor escura e acabamento brilhante, tem raízes profundas na cultura Zapoteca, remontando a mais de 2.000 anos. No entanto, a sua transformação num artesanato de luxo brilhante começou no século XX, na cidade de San Bartolo Coyotepec.
- Oficina de Dona Rosa: A figura principal na história moderna é a artesã Dona Rosa Real Mateo de Nieto. Na década de 1950, ela descobriu que polir o barro com uma pedra de quartzo antes de queimar, e controlar a queima, produzia um brilho metálico único. A sua oficina continua a operar e é um ponto de visita essencial para ver demonstrações da técnica original.
- Mercado de Artesanías de Barro Negro: Localizado em San Bartolo, é um ótimo local para ver a variedade de peças e conversar com os criadores.
- O barro negro não começou brilhante. Historicamente, era cinzento, baço e usado para fins domésticos (potes para água e mezcal). - Durante muito tempo se acreditou que o destilado de ágave defumada, chamado mezcal, tivesse uma origem posterior à colonização espanhola da América, porém em 2018 um estudo confirmou uma origem ameríndia para esta bebida, através de uma série de fornos descobertos por arqueólogos em Tlaxcala. Ágave da cultura Asteca, a deusa Mayahuel, que tem uma Agave como símbolo, representa saúde, longevidade, festividade e fertilidade. Para o povo Nahuatl, habitante original do oeste do México, a planta era adorada por representar o poder terreno da deusa Mayahuel sobre o êxtase do culto e o sacerdócio.
No início do século XVI, os conquistadores espanhóis encontraram o povo Nahuatl produzindo uma bebida, chamada de "pulque", a partir da fermentação da planta agave; a bebida era usada principalmente em cerimônias religiosas e para fins medicinais.[1]
Na História, restos humanos que datam pelo menos 10.000 anos mostram os primeiros usos do Agave para alimentos e fibras. Integrou especificamente a cultura pré-colombiana da Antiguidade até a chegada dos conquistadores espanhóis, em 1492. Foi exportado para o Velho Mundo em 1520, sendo mencionado como um alimento para astecas e outros povos nativos no códice florentino de 1580.
- A Inovação (Anos 50): Dona Rosa descobriu, quase por acidente ao polir uma peça, que o barro preto de San Bartolo Coyotepec reagia ao polimento e a uma queima específica, tornando-se negro brilhante.
- Técnica Tradicional: A cor é obtida naturalmente da terra, e o brilho intenso vem do polimento manual com quartzo, sem o uso de esmaltes químicos.
- Louça Preta - É tradicional da aldeia o artesanato em olaria de cor preta.
O barro é "colhido" em Molelinhos, uma anexa da freguesia. Com ele são produzidos modelos legados pela tradição, tais como cantarinhas (bilhas) de segredo, assadeiras, pucarinhos ou moringues. Os ornamentos são feitos manualmente. Os motivos são quase sempre geométricos ou vegetais.
A cor preta que o barro adquire, é conseguida pelo processo de cozedura em ambiente de reduzido oxigénio e uma atmosfera carregada de carbono. Tudo isto era feito numa cova, pouco funda, cavada na terra, popularmente conhecida por "soenga". Atualmente o método só é utilizado em demonstrações. Os artesãos usam agora o forno a lenha, mais prático e funcional.
O Município de Tondela iniciou em 2022 o processo de inserção da louça preta de Molelos no inventário nacional do património imaterial, que tem como objetivo preservar a identidade desta arte ancestral e todo o seu saber fazer[7].
No dia 2 de abril de 2025 foi publicada em Diário da República a inscrição do «Processo de Produção do Barro Negro de Molelos» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.
Por aquilo que se me deu buscar em várias fontes (Wikipedia, história), fiquei a saber que o barro negro de oaxaca é talvez o mais antigo, faltam-me mais fontes para saber como veio parar a Molelos, se foi trazido por algum colonizador, muitos portugueses emigraram para a Venezuela, México, países onde o espanhol como língua materna seria mais fácil de entendimento para os Portugueses. Fica a dúvida.
O barro preto em Molelos, freguesia de Tondela, é uma tradição ancestral com raízes profundas, existindo registros documentados da produção de loiça preta na região desde o século X. A introdução e persistência desta técnica deve-se à combinação de matérias-primas locais, à necessidade de utensílios de cozinha e à transmissão de saber-fazer de geração em geração.
- Tradição Ancestral: A olaria preta de Molelos não tem um único "inventor", mas é uma herança cultural enraizada, com registros que remontam ao início do século XVI.
- Contexto de Subsistência: Originalmente, a produção servia para criar utensílios utilitários (púcaras, bilhas, potes para azeite e cereais) essenciais para o quotidiano da região, desenvolvidos através da observação e repetição de gestos ancestrais.
- Matéria-prima Local: A presença de argilas de excelente qualidade na região permitiu o desenvolvimento desta técnica, utilizando barro arenoso misturado com barro gordo.2. Como o Barro se Torna Preto (O Processo Técnico)O preto do barro não é pintado, mas sim resultado de um processo químico natural chamado cozedura em atmosfera redutora. [1]
- A "Soenga": A cozedura é feita tradicionalmente na "soenga", uma cova aberta no solo.
- Abafamento: Após a cozedura, o forno é tapado (abafado) com terra e torrões, impedindo a entrada de oxigénio.
Só viajando se encontram as maravilhas do mundo, e quem gosta de arquelogia, tradições, culturas, achar este mundo maravilhoso, além de uma viajem no mundo é uma viajem na história.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
13/04/2026
Esta noite, acordei sem sono, não é muita habitual mas acontece.
Coloquei uma história no tm para dormir, para mim as histórias de fazendas antigas, são o melhor comprimido para dormir.
A história era super interessante, com descrições tão minuciosas que me fazem andar por aqueles lugares, e uma descrição que me ficou na mente, e que me levou a escrever este post, foi um momento em que uma abelha solitária voando ao final do dia ao pé de uma flor lilás que estava quase a fechar, mas ela andava de volta dela. Eu imaginei que eu era a abelha e que estava a conversar com a flor lilás, que apesar de cansada de ter estado todo o dia a apanhar sol, aberta para o dia para expelir/emitir o seu perfume para quem passasse, estaria muito cansada, por isso estava a fechar mas continuavam as duas como duas pessoas a conversar, quem sabe sobre o quê, mas apesar de ambas estarem cansadas, a abelha tinha voado todo o dia para levar o néctar e o polem das flores para a sua colmeia, e como abelha solitária tinha que voar muito pois só dependia de si, a flor também solitária estava farta de estar a mostrar a sua beleza e os seus dotes durante todo o dia.
Adorei esta passagem, tanto que adormeci ao som do zumbido da abelha e do cheiro que vinha da flor.
Favos e Ferrões
AnaBorges
terça-feira, 7 de abril de 2026
07/04/26
Bom dia
- nesta altura da vida, quem eu gosto, adoro abraçar é a minha Maggie, uma doce Yorkshire, que coabita comigo há mais de 7 anos, adora acordar de manhã e lamber a sua dona com toda a ternura canina.

