quarta-feira, 6 de maio de 2026

 





Barro negro de Molelos - Tondela a Oaxaca no México

Cultura sem barreiras nem fronteiras

Oaxaca

O barro negro de Oaxaca, (cidade mexicana) famoso pela sua cor escura e acabamento brilhante, tem raízes profundas na cultura Zapoteca, remontando a mais de 2.000 anos. No entanto, a sua transformação num artesanato de luxo brilhante começou no século XX, na cidade de San Bartolo Coyotepec.

A melhor forma de conhecer o início do barro negro é visitando o local onde a técnica evoluiu, a cerca de 15 km da cidade de Oaxaca. [1]

  • Oficina de Dona Rosa: A figura principal na história moderna é a artesã Dona Rosa Real Mateo de Nieto. Na década de 1950, ela descobriu que polir o barro com uma pedra de quartzo antes de queimar, e controlar a queima, produzia um brilho metálico único. A sua oficina continua a operar e é um ponto de visita essencial para ver demonstrações da técnica original.
  • Mercado de Artesanías de Barro Negro: Localizado em San Bartolo, é um ótimo local para ver a variedade de peças e conversar com os criadores.
  • O barro negro não começou brilhante. Historicamente, era cinzento, baço e usado para fins domésticos (potes para água e mezcal). - Durante muito tempo se acreditou que o destilado de ágave defumada, chamado mezcal, tivesse uma origem posterior à colonização espanhola da América, porém em 2018 um estudo confirmou uma origem ameríndia para esta bebida, através de uma série de fornos descobertos por arqueólogos em Tlaxcala. Ágave da cultura Asteca, a deusa Mayahuel, que tem uma Agave como símbolo, representa saúde, longevidade, festividade e fertilidade. Para o povo Nahuatl, habitante original do oeste do México, a planta era adorada por representar o poder terreno da deusa Mayahuel sobre o êxtase do culto e o sacerdócio.

    No início do século XVI, os conquistadores espanhóis encontraram o povo Nahuatl produzindo uma bebida, chamada de "pulque", a partir da fermentação da planta agave; a bebida era usada principalmente em cerimônias religiosas e para fins medicinais.[1]

    Na História, restos humanos que datam pelo menos 10.000 anos mostram os primeiros usos do Agave para alimentos e fibras. Integrou especificamente a cultura pré-colombiana da Antiguidade até a chegada dos conquistadores espanhóis, em 1492. Foi exportado para o Velho Mundo em 1520, sendo mencionado como um alimento para astecas e outros povos nativos no códice florentino de 1580.

    • A Inovação (Anos 50): Dona Rosa descobriu, quase por acidente ao polir uma peça, que o barro preto de San Bartolo Coyotepec reagia ao polimento e a uma queima específica, tornando-se negro brilhante.
    • Técnica Tradicional: A cor é obtida naturalmente da terra, e o brilho intenso vem do polimento manual com quartzo, sem o uso de esmaltes químicos. 

Molelos - Tondela



  • Louça Preta - É tradicional da aldeia o artesanato em olaria de cor preta.

O barro é "colhido" em Molelinhos, uma anexa da freguesia. Com ele são produzidos modelos legados pela tradição, tais como cantarinhas (bilhas) de segredo, assadeiras, pucarinhos ou moringues. Os ornamentos são feitos manualmente. Os motivos são quase sempre geométricos ou vegetais.

A cor preta que o barro adquire, é conseguida pelo processo de cozedura em ambiente de reduzido oxigénio e uma atmosfera carregada de carbono. Tudo isto era feito numa cova, pouco funda, cavada na terra, popularmente conhecida por "soenga". Atualmente o método só é utilizado em demonstrações. Os artesãos usam agora o forno a lenha, mais prático e funcional.

O Município de Tondela iniciou em 2022 o processo de inserção da louça preta de Molelos no inventário nacional do património imaterial, que tem como objetivo preservar a identidade desta arte ancestral e todo o seu saber fazer[7].

No dia 2 de abril de 2025 foi publicada em Diário da República a inscrição do «Processo de Produção do Barro Negro de Molelos» no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial.


Por aquilo que se me deu buscar em várias fontes (Wikipedia, história), fiquei a saber que o barro negro de oaxaca é talvez o mais antigo, faltam-me mais fontes para saber como veio parar a Molelos, se foi trazido por algum colonizador, muitos portugueses emigraram para a Venezuela, México, países onde o espanhol como língua materna seria mais fácil de entendimento para os Portugueses. Fica a dúvida.

O barro preto em Molelos, freguesia de Tondela, é uma tradição ancestral com raízes profundas, existindo registros documentados da produção de loiça preta na região desde o século X. A introdução e persistência desta técnica deve-se à combinação de matérias-primas locais, à necessidade de utensílios de cozinha e à transmissão de saber-fazer de geração em geração.

1. Origem e História (Saber a Origem)
  • Tradição Ancestral: A olaria preta de Molelos não tem um único "inventor", mas é uma herança cultural enraizada, com registros que remontam ao início do século XVI.
  • Contexto de Subsistência: Originalmente, a produção servia para criar utensílios utilitários (púcaras, bilhas, potes para azeite e cereais) essenciais para o quotidiano da região, desenvolvidos através da observação e repetição de gestos ancestrais.
  • Matéria-prima Local: A presença de argilas de excelente qualidade na região permitiu o desenvolvimento desta técnica, utilizando barro arenoso misturado com barro gordo.2. Como o Barro se Torna Preto (O Processo Técnico)
    O preto do barro não é pintado, mas sim resultado de um processo químico natural chamado cozedura em atmosfera redutora. [1]
    • A "Soenga": A cozedura é feita tradicionalmente na "soenga", uma cova aberta no solo.
    • Abafamento: Após a cozedura, o forno é tapado (abafado) com terra e torrões, impedindo a entrada de oxigénio.
    Só viajando se encontram as maravilhas do mundo, e quem gosta de arquelogia, tradições, culturas, achar este mundo maravilhoso, além de uma viajem no mundo é uma viajem na história.

segunda-feira, 13 de abril de 2026

 


13/04/2026


Esta noite, acordei sem sono, não é muita habitual mas acontece.

Coloquei uma história no tm para dormir, para mim as histórias de fazendas antigas, são o melhor comprimido para dormir.

A história era super interessante, com descrições tão minuciosas que me fazem andar por aqueles lugares, e uma descrição que me ficou na mente, e que me levou a escrever este post, foi um momento em que uma abelha solitária voando ao final do dia ao pé de uma flor lilás que estava quase a fechar, mas ela andava de volta dela. Eu imaginei que eu era a abelha e que estava a conversar com a flor lilás, que apesar de cansada de ter estado todo o dia a apanhar sol, aberta para o dia para expelir/emitir o seu perfume para quem passasse, estaria muito cansada, por isso estava a fechar mas continuavam as duas como duas pessoas a conversar, quem sabe sobre o quê, mas apesar de ambas estarem cansadas, a abelha tinha voado todo o dia para levar o néctar e o polem das flores para a sua colmeia, e como abelha solitária tinha que voar muito pois só dependia de si, a flor também solitária estava farta de estar a mostrar a sua beleza e os seus dotes durante todo o dia.

Adorei esta passagem, tanto que adormeci ao som do zumbido da abelha e do cheiro que vinha da flor.

Favos e Ferrões

AnaBorges


terça-feira, 7 de abril de 2026

 

07/04/26

Bom dia

Gosto de ler o meu blogue, não sou egocêntrica, mas confesso, que este ano me deu para voltar ao meu blogue, e confesso mais, eu adorei, não tiraria nem um post que coloquei desde 2007 (19 anos), uma vida.

Na altura que comecei, confesso era casada com um Ser, Culto, Estudioso, Inteligente e que me fez, (foi como uma obrigação para mim, que não gosto de ficar para trás) cultivar o meu lado mais literato que tinha deixado para trás. A esse Ser que já não coabita comigo há muitos anos, desde já o meu agradecimento por ter voltado a adorar ler, a cultivar cada vez mais o meu "canteiro" de letras, e ter o gosto de saber escolher o que pretendo dizer.

Deixando a introdução para trás, vamos ao que interessa:

Há alguns anos foi-me colocado pelo Blogue "O Sabor Da Palavra", um desafio, que na altura respondi.
Hoje ao passar pelo ano em que esse post foi publicado, achei interessante responder agora, ao fim destes anos, ver a forma como hoje penso, o que mudei em mim, o que mudei em relação aos outros e até em relação ao mundo em que vivo.

Por isso transcrevi o que me foi colocado na altura e vou responder agora na atualidade, confesso que estou curiosa por ver se houve mudanças em mim e de que modo se refletem.


"O Blogue O Sabor Da Palavra lançou-me "um abraço para breve, escolhe o lugar…", e deixou um desafio.


Responder às perguntadas assinaladas em baixo, multiplicar este abraço por mais pessoas e reencaminhar o desafio para um mínimo de cinco pessoas.


1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?

- nesta altura da vida, quem eu gosto, adoro abraçar é a minha Maggie, uma doce Yorkshire, que coabita comigo há mais de 7 anos, adora acordar de manhã e lamber a sua dona com toda a ternura canina. 

2 - Quem nunca abraçarias?


- Aqui está uma pergunta simples, mas muito complexa de responder. Existem 2 formas de responder: a imediata e a ponderada.
Vou começar pela imediata, Abraçaria a Maggie tal como ela coloca a pata em volta do meu pescoço para me sentir, um amor sem maldade, só amor. De resto Ninguém. Nesta altura da vida, depois de muitos capítulos escritos, o resumo é, não abraçaria ninguém, exceto a Maggie.
A resposta ponderada. Abraçaria todos os que partiram antes de mim, e que juraram amor eterno, sem nunca terem dado terem dado apenas um pouco de amor verdadeiro. Mas dava-lhes um abraço, sem raiva, sem ódio, sem mentiras, apenas um abraço sincero, aquele abraço que não foi dado em vida.


3 - Quem davas tudo para poder abraçar?


- Ora, outra pergunta de difícil resposta.
Não dava nada. Não tinha que dar nada para poder dar um abraço, os abraços são extensões de nós, imediatas, sem pensar, apenas abraçar. Talvez desse um abraço a mim própria, que durante toda a vida lutou para ter abraços sinceros, honestos, sem intenções, a não ser o carinho.

Ao comparar as respostas dados com um intervalo de 17 anos, que diferença. Estou abismada, não li as respostas que dei em 2009, li só agora, e realmente a idade trás tudo, mas tudo mesmo.
Quem abraçaria no presente? Naquela altura dava como um dado adquirido o casamento que tinha, pobre tonta, nada nem nenhum homem é adquirido, são personagens que passam na nossa vida, dão o que sentem, vivem como sentem, mas não se dão inteiros nem vivem na totalidade. Uma ilusão tão grande. Acreditamos que encontramos o Éden e afinal, apenas encontramos um Ser, incompleto, cheio de erros, cheio de maldades, cheio de assuntos não resolvidos, assim como nós. Talvez eu também estivesse naquela altura assim, mal resolvida.
Cresci, passei por experiências e senti o mesmo. nada mudou.
Quem nunca abraçaria? Senti muita raiva na resposta que dei nessa altura, ainda não tinha crescido o suficiente para entender que o que nos faz mal faz-nos crescer tornamo-nos melhores pessoas, e só temos um caminho, não olhar para trás e seguir em frente com o coração livre de rancores, raivas, ódios. Isso só nos faz mal. Hoje em dia, apenas não abraço ninguém (exceto a Maggie ou outro cão que tenha ou venha a ter, o que será difícil), abraço-me a mim, porque o meu amor é único e ninguém conseguiu conquistá-lo, só eu, porque sei quem sou, sei do que sou capaz, sei como viver comigo mesma.
A quem dava tudo para puder abraçar? a última pergunta, e não a mais fácil. Hoje respondo que nem à pessoa que coloquei em primeiro lugar na resposta de 17 anos atrás, eu daria nada para puder abraçar, abracei o quanto devia, na altura certo, hoje não dava mais nada, a outra pessoa a quem me refiro nessa altura, então é que não dava mesmo nada, nem agora e nem deveria ter dado naquela altura. Uma questão de conhecer o Ser humano que habita, ou melhor habitou ao nosso lado.
Existem coisas, que são nossas, só nossas, e a maioria das pessoas que nos rodeiam ou melhor nos rodearam, desconhecem quem somos, os seres humanos que fomos, o que fizemos por amor, o que perdemos por amor, e no final ficamos sós.
Fico bem, agora as respostas estão certas, as primeiras denotam o que precisamos sempre de aprender e continuar a aprender, porque só vamos aprendendo pouco, e muitas vezes o que devemos aprender, simplesmente voltamos a cara para não ver.

Favos e Ferrões

segunda-feira, 6 de abril de 2026

 


06/04/26

COISA MAIS LINDA

Maggie de seu nome, vivência dentro do coração da sua dona.

"Um cachorro não se importa com o valor do seu salário, não liga pra sua roupa, não tira extrato bancário, não sabe o que é dinheiro, viagens pro estrangeiro, nem quer morar em mansão. Ele só quer seu carinho e, quem sabe, um cantinho dentro do seu coração.
Eu nunca vi um cachorro desmatando uma floresta, maltratando seu planeta e o pouco que lhe resta. Não polui rio nem mar, também nunca vai marchar pra começar uma guerra, por dinheiro, ambição, racismo, religião ou um pedaço de terra.
Sem diploma, sem estudo, é mestre, é professor da mais bela disciplina: a matéria do amor. E o homem, mesmo estudado, vive sendo reprovado e não aprende a lição, que é tão simples entender, basta a gente perceber, como é que vive um cão… Uma vida que é tão breve, por isso talvez a pressa, a urgência de amar, já que amar é o que interessa, se doar sem querer troco, ser feliz mesmo com pouco. E a humanidade sofrendo, mesmo assim não compreende, peleja, mas não aprende o que um cão nasce sabendo: que amor tem 4 letras e, por certo, 4 patas, não diferencia ouro ou um pedaço de lata, não fala, não sabe ler, mas diz tudo pra você com o poder de um olhar, tão puro e tão leal, tem o dom especial de sempre nos perdoar...
Eu nunca vou entender a tamanha pretensão de um homem que se diz mais sabido que um cão. Em nossa sociedade, infestada de vaidade e sentimentos banais, pro homem poder crescer precisaria viver igualzinho aos animais"


Adorei este texto, está tal e qual como sinto. A minha pequenina só quer saber se eu existo, mais nada.

Favos e Ferrões
ABorges

quarta-feira, 1 de abril de 2026

 


01/04/2026

Quem és Tu?

Eu sei, mas não digo.

Dedico-te estes excertos, retirados de um livro velho, mas, tal como uma pintura retratam a minha pessoa, o meu ser.

"Eu chorei porque te amo mas eu não sei amar. 

Eu chorei porque sempre canso de tudo e tudo sempre cansa de mim. 

Eu chorei de cansaço profundo de sempre cansar de tudo e tudo sempre cansar de mim. 

Eu chorei de apego ao cheiro do novo e principalmente de melancolia pelo cheiro do velho. 

Eu chorei porque tudo envelhece com novos cheiros e a vida nunca volta. 

Eu chorei de pavor da rotina, de pavor do fim, de pavor de sair da rotina e começar outros fins."

Tati Bernardi

A ti.

favos e Ferrões

 


01/04/2026

Bom dia a mim.

Lembranças, coisas mais lindas, não quero, recuso-me a lembrar de momentos maus, capítulos da minha vida que não quero esquecer, mas estão arrumados, não pretendo mexer. Podem ganhar pó, teias de aranhas, mas ficam quietos lá no seu canto.

Aqui nesta foto, uma praia, um mar revolto, um sol quente, uma aragem acolhedora.

Gostei, senti a liberdade em olhar para todo o lado e só me ver, eu era o centro do mundo e a praia girava à minha volta.

Quando digo e penso que só eu me amo, é verdade, nunca ninguém me fez sentir tão bem, senti sim, o peso de achar que fiz sempre tudo mal, sabendo eu que estava a fazer o melhor para os outros, mas estava a fazer mal, mal a mim mesma, porque me esqueci que eu sou gente, eu sou uma pessoa, que precisa de mimos, abraços, carinhos..... Mas tudo isso não existiu.

Mas eu existo, eu quero mas não encontro.

Enfim vou procurando locais que me dão o que eu não tenho.

Favos e Ferrões

quinta-feira, 26 de março de 2026


 26/03/2026

Hoje acordei como esta parede, sem explicação, sem sentido sem cor, apenas teias.

Senti raiva ontem, mas consegui que passasse, não valia a pena bater em ninguém nem chamar nomes, até porque essa pessoa era EU, para quê bater em mim própria, chamar nomes a mim própria. EU sou assim.

Passou, o ontem, mas chegou o hoje e não tenho raiva, mas tenho vontade louca de me bater de me chamar nomes, não pelo mesmo assunto, mas por algo que no fundo, mesmo no fundo, tem algo parecido, ou seja terá os mesmos genes, que são meus, nasceram comigo, herdei-os de alguém. Quem? Não sei.

Amar e ser amado, para mim tem o mesmo sentido de achar e perder.

Como é possível ouvir uma musica e lembrar da minha estupidez? Terá o seu sentido, porque o que faço é com sentido, não é consentido. Amor platónico, 20 e tal anos e ainda dura e ainda magoa e ainda cria mossa e tristeza.

Uma pergunta? Apenas uma? porque não vejo a tempo de me entregar, a miséria do ser humano?

Porque me dou e recebo apenas hipocrisia, apenas faz de conta que é? É o quê? Ilusão. Eu ainda acredito em ilusões como uma criança ainda acredita no Pai Natal.

Cresci, sim cresci, mas a ilusão de ter um amor para a vida continua, mesmo tendo tido tantas derrotas eu ainda acredito numa batalha ganha.

Que bom ler uma frase "...isolado o mais que posso , tenho muitas saudades de quem muito gosto...o meu doce e terno beijinho para diminuir este mar de saudades...bom dia minha querida, tenho saudades de um beijo seu... quando penso lembro-me do nosso histórico que nunca quero perder ....etc, etc, etc".

Que é isto? Que foi isto?

Não consigo responder às perguntas que faço a mim mesma, e durante 5 anos de reencontros, de mensagens, de encontros fugidos, SILÊNCIO, apenas e só silêncio.

Que faço aos homens que me desejam, que dizem que me amam, e apenas conseguem desfazer o meu coração. Será que viverei até que chegue o fim, apenas com isto?

Como é possível eu acreditar sempre na mesma conversa? E não são "compras" do momento, são tesouros que habitam em mim, criam poeira, teias de aranha, mas basta um sopro e revivem, hoje foi uma simples musica, que ressuscitou o tesourinho escondido.

Ferrões e favos

Ana B.