07/04/26
Bom dia
Gosto de ler o meu blogue, não sou egocêntrica, mas confesso, que este ano me deu para voltar ao meu blogue, e confesso mais, eu adorei, não tiraria nem um post que coloquei desde 2007 (19 anos), uma vida.
Na altura que comecei, confesso era casada com um Ser, Culto, Estudioso, Inteligente e que me fez, (foi como uma obrigação para mim, que não gosto de ficar para trás) cultivar o meu lado mais literato que tinha deixado para trás. A esse Ser que já não coabita comigo há muitos anos, desde já o meu agradecimento por ter voltado a adorar ler, a cultivar cada vez mais o meu "canteiro" de letras, e ter o gosto de saber escolher o que pretendo dizer.
Deixando a introdução para trás, vamos ao que interessa:
Há alguns anos foi-me colocado pelo Blogue "O Sabor Da Palavra", um desafio, que na altura respondi.
Hoje ao passar pelo ano em que esse post foi publicado, achei interessante responder agora, ao fim destes anos, ver a forma como hoje penso, o que mudei em mim, o que mudei em relação aos outros e até em relação ao mundo em que vivo.
Por isso transcrevi o que me foi colocado na altura e vou responder agora na atualidade, confesso que estou curiosa por ver se houve mudanças em mim e de que modo se refletem.
"O Blogue O Sabor Da Palavra lançou-me "um abraço para breve, escolhe o lugar…", e deixou um desafio.
Responder às perguntadas assinaladas em baixo, multiplicar este abraço por mais pessoas e reencaminhar o desafio para um mínimo de cinco pessoas.
1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?
- nesta altura da vida, quem eu gosto, adoro abraçar é a minha Maggie, uma doce Yorkshire, que coabita comigo há mais de 7 anos, adora acordar de manhã e lamber a sua dona com toda a ternura canina.
2 - Quem nunca abraçarias?
- Aqui está uma pergunta simples, mas muito complexa de responder. Existem 2 formas de responder: a imediata e a ponderada.
Vou começar pela imediata, Abraçaria a Maggie tal como ela coloca a pata em volta do meu pescoço para me sentir, um amor sem maldade, só amor. De resto Ninguém. Nesta altura da vida, depois de muitos capítulos escritos, o resumo é, não abraçaria ninguém, exceto a Maggie.
A resposta ponderada. Abraçaria todos os que partiram antes de mim, e que juraram amor eterno, sem nunca terem dado terem dado apenas um pouco de amor verdadeiro. Mas dava-lhes um abraço, sem raiva, sem ódio, sem mentiras, apenas um abraço sincero, aquele abraço que não foi dado em vida.
3 - Quem davas tudo para poder abraçar?
- Ora, outra pergunta de difícil resposta.
Não dava nada. Não tinha que dar nada para poder dar um abraço, os abraços são extensões de nós, imediatas, sem pensar, apenas abraçar. Talvez desse um abraço a mim própria, que durante toda a vida lutou para ter abraços sinceros, honestos, sem intenções, a não ser o carinho.
Ao comparar as respostas dados com um intervalo de 17 anos, que diferença. Estou abismada, não li as respostas que dei em 2009, li só agora, e realmente a idade trás tudo, mas tudo mesmo.
Quem abraçaria no presente? Naquela altura dava como um dado adquirido o casamento que tinha, pobre tonta, nada nem nenhum homem é adquirido, são personagens que passam na nossa vida, dão o que sentem, vivem como sentem, mas não se dão inteiros nem vivem na totalidade. Uma ilusão tão grande. Acreditamos que encontramos o Éden e afinal, apenas encontramos um Ser, incompleto, cheio de erros, cheio de maldades, cheio de assuntos não resolvidos, assim como nós. Talvez eu também estivesse naquela altura assim, mal resolvida.
Cresci, passei por experiências e senti o mesmo. nada mudou.
Quem nunca abraçaria? Senti muita raiva na resposta que dei nessa altura, ainda não tinha crescido o suficiente para entender que o que nos faz mal faz-nos crescer tornamo-nos melhores pessoas, e só temos um caminho, não olhar para trás e seguir em frente com o coração livre de rancores, raivas, ódios. Isso só nos faz mal. Hoje em dia, apenas não abraço ninguém (exceto a Maggie ou outro cão que tenha ou venha a ter, o que será difícil), abraço-me a mim, porque o meu amor é único e ninguém conseguiu conquistá-lo, só eu, porque sei quem sou, sei do que sou capaz, sei como viver comigo mesma.
A quem dava tudo para puder abraçar? a última pergunta, e não a mais fácil. Hoje respondo que nem à pessoa que coloquei em primeiro lugar na resposta de 17 anos atrás, eu daria nada para puder abraçar, abracei o quanto devia, na altura certo, hoje não dava mais nada, a outra pessoa a quem me refiro nessa altura, então é que não dava mesmo nada, nem agora e nem deveria ter dado naquela altura. Uma questão de conhecer o Ser humano que habita, ou melhor habitou ao nosso lado.
Existem coisas, que são nossas, só nossas, e a maioria das pessoas que nos rodeiam ou melhor nos rodearam, desconhecem quem somos, os seres humanos que fomos, o que fizemos por amor, o que perdemos por amor, e no final ficamos sós.
Fico bem, agora as respostas estão certas, as primeiras denotam o que precisamos sempre de aprender e continuar a aprender, porque só vamos aprendendo pouco, e muitas vezes o que devemos aprender, simplesmente voltamos a cara para não ver.
Favos e Ferrões

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