segunda-feira, 1 de junho de 2026

 01/06/2026



Sinopse

"Durante anos, às quartas-feiras, numa pensão de Lisboa, uma homem e uma mulher encontram-se para viver uma paixão renascida após uma longa interrupção.
Um extraordinário romance que cruza as fotografias da memória desse amor clandestino, dos dois amantes e dos que os rodeiam."

Como é possível, amar um livro, desejar um livro apenas pelo título? A Sinopse chamava-me a ler uma bela história de amor, fosse em que época fosse, e tão atual, foi esse click que me prendeu tanto ao livro, não pelo autor, porque eu até nem gosto de António Lobo Antunes, nem da sua escrita, mas o título chamava-me, assobiava-me, deseja-me, mas ....

Não. 

Andei meses para o comprar, visitava a Bertran, passo a publicidade, senti-a o livro na mão, lia a capa, lia a contracapa, e voltava a colocá-lo na estante., mas lá chegou o dia em que me atrevi a comprá-lo.

Comecei hoje a "tentar" lê-lo, folha a folha, desisti. Experimentei ler devagar, quase palavra a palavra, tentei ler como que devorando a essência das palavras, e nada. Não consegui encontrar fio na meada.

Um entrelaçamento de figuras, de palavras repetidas, que em nada me prendiam.

Já deveria saber, já deveria imaginar, tenho alguns não muitos livros, e confesso nunca acabei nenhum.

- Memória de elefante;

- Da natureza dos deuses;

- Para aquela que está sentada no escuro à minha espera;

e agora este. Eu hei-de amar uma pedra. Mais uma tentativa frustrada de entender António Lobo Antunes.

Sinto-me desiludida, sinto-me triste, tal Mulher apaixonada por um Homem, que lhe diz uma sinopse linda e a faz sonhar. Palavras, apenas palavras com um conteúdo nunca entendível. tal Ana com os seus maridos, nunca os entendi.....

Ana Borges

Favos e ferrões



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