quinta-feira, 27 de setembro de 2012

E um ano passou, ele não desistiu da droga e ela desistiu dele. Foi doloroso, doe muito mas não havia alternativa. Passou tempo, a ferida ficou dentro do coração apenas tapada com um papel muito fininho, mas a vida continuou, casou, teve um bebé e um dia estava ela parada a conversar com o bebé ao colo e ele passou, olhou parado e de novo os olhares trocaram amor, mas não palavras. Ela foi-se embora e ele ficou parado a olhar para aquela que seria o seu grande amor.
No dia seguinte um telefonema, o tempo voltou a parar, ficou sem palavras, ele tinha-se suicidado deixando-lhe uma carta explicando que não aguentou vê-la com o bebé que deveria ter sido deles.
E a vida continuou, e ela vai visitá-lo ao cemitério sempre que batem as saudades.........



AnaBorges

quarta-feira, 5 de setembro de 2012




Mais uma pequena passagem da vida de alguém
 
 
 
 
 
 
Quando acordou de um pequeno sono, ela recordou pedaços de uma meninice longínqua tão linda, tão cheia de amor de carinho, embora com alguns pedaços de tristeza, de lágrimas, lembrou de um episódio triste, muito triste que a marcou para o resto da vida, andava no liceu, e quando tinha furos das aulas, ia para uma sala de estudo, que por norma era vigiada por um aluno dos anos mais velhos, quando entrou os olhos de ambos cruzaram-se, nem imaginava que existia um rapaz tão lindo naquele liceu, olhos verdes e um sorriso maroto mas lindo, ela também sorriu e sentou-se numa mesa ao fundo da sala, escusado será dizer que os livros foram abertos, mas a leitura não existiu, olhavam de socapa um para o outro, envergonhados? Talvez. Quando todos os alunos se foram embora, eles ficaram, olharam-se e caminharam um para o outro, o beijo e o abraço aconteceu tão naturalmente que foi mágico. Todos os dias se conheciam mais um pouco, namoraram sem nunca terem passado de aprenderem a ler nos olhos um do outro, foi um ano lindo. Mas nem tudo na vida é mágico, certo, absoluto e o erro dele era ter entrado nas experiências da juventude da idade dele, e ela dissse-lhe que ou ele desistia disso ou ela desistia dele .....
Continuarei na próxima mesagem
 
AnaBorges


Uma pequena passagem da vida de alguem
 
 
 
O dia amanheceu cinzento, gotas de chuva escorriam pelos vidros da janela, sentou-se no parapeito olhando para as gotas sem pensamento, dizem que nunca deixamos de pensar, mas é mentira, há momentos em que o pensamento simplesmente pára, era este o momento.
Abraçou as pernas, um frio estava a percorrer-lhe o corpo, deixou-se estar.
Voltou para a cama, ainda era cedo, cedo? Para fazer o quê? Reformou-se muito cedo, ainda era jovem o suficiente para não o ter feito, mas estava cansada, não físicamente, mas mentalmente, emocionalmente, aquelas pessoas com quem convivera durante tantos anos, fizeram-lhe mal, fizerem com que dentro do seu coração existisse uma pedreira, e não acreditava em nada nem em ninguem, por isso não tinha compromissos, um casamento falhado, uma filha casada com vida própria, e ela? Aconchegou-se no edredon e fechou os olhos, ligou o leitor de cd's e ouviu Patxi Andion, embalou com a letra da musica, e sonhou, sonhou com sonhos falhados, era bonita, ainda hoje era uma mulher muito bonita, tinha sido modelo fotográfico em part time, adorava que a transformassem, que lhe mudassem o penteado, a pintura dos olhos, mas chegou a uma altura que deixou de ter interesse mostrar aquilo que não era, sentia-se mais bonita quando ela própria se arrajava, desistiu. Era rica. Podia dar-se ao luxo de não fazer nada, mas não ter objectivos cansa, adormeceu........
Irei contar uma pequena passagem da vida de alguem, sempre que me lembre do que esta mulher foi e é........
 
AnaBorges

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Mente







Há muito tempo que não ouvia esta música, hoje sem querer acordei com ela a soar-me no interior do meu cerebro.
Talvez tenho dado demasiada atenção ao telejornal de ontem á noite e a crise, os cortes, o déficit, a tristeza de quem perde uma casa (incitados pela grandeza de dizerem que possuem casa própria, como? nunca entendi esse dizer, porque o senhorio como diziam ontem é o Banco e ainda por cima um senhorio chato, se o arrendatário não puder pagar uma renda, sai fora e ai se vai a propriedade tão sua), eu já tive uma casa que eu dizia a minha casa, e afinal de minha não tinha nada, com o divórcio acabou-se esse termo, ainda hoje ao fim de tantos anos estou em demanda para reaver a minha parte da então chamada minha casa. Vivo num apartamento, em que o senhorio é um privado, mas não é um Banco, sinto afinal que a uma casa arrendada também posso chamar minha casa, pago a renda tenho um contrato não de 40 anos mas de 5 anos, tenho as minhas coisas, se houver problema com a canalização chamo o dono da casa para tratar, e de resto trato-a como se fosse mesmo minha, o meu quarto, a minha sala, etc.....
Talvez por tudo isso, Che Guevara e a sua luta pela igualdade, pela defesa do ser humano, acordou hoje comigo, ainda bem, existem dias em que nos devemos preocupar um pouco com este mundo em que vivemos, eu tento só me preocupar quando não conseguir sobreviver, enquanto isso não chegar, gosto mais de fotografar as coisas belas da vida.


AnaBorges

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Visitas

Bom mais uma vez aqui estou, e espero ser a última vez que escrevo para criticar alguém, pareço tolinha, ainda me dou ao trabalho de visitar de vez em quando um blog de alguém que conheci e convivi, não o faço para cuscar, mas simplesmente porque até gosto da maneira como escreve o dito blog, também sei que sou visitada neste humilde canto por tal ser, mas não imaginava que tivessemos que andar com piadas de mau gosto com comentários ridiculos, penso que duas pessoas adultas não devem agir desta maneira, por isso pela minha parte peço desculpa do incomodo de ter feito algumas visitas, não voltará a acontecer.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012



A hipócrisia das pessoas é talvez o maior cancro que dizima a alma humana. Porquê?
Lamentarei toda a vida ter pensado que alguém era inteligente. Afinal, será que ao menos era homem? Não não me parece pelo menos um homem com H, falso, isso sim, hipócrita q.b., nem para amigo presta. Criança? Sim, para sempre, mas que tipo de criança? Uma criança má, com muita presunção, sem bases nenhumas, a educação ficou atrás da porta. Meu Deus que perca de tempo, que falha. Adoro as pessoas que nada tem, apenas um canudo, mas isso que importa hoje em dia dão-se canudos, qualquer um tem um canudo, isso já é banal, e pensam que são alguém, Senhor tende dó destes inuteis. Claro condiz com a banalidade de quem me estou a referir. Como lamento os minutos que lhe dediquei deixando alguns livros para ler, alguma música para ouvir, cansei, que desilusão com tamanha falta de caracter.

Lágrima

Sou uma lágrima
Esta é a minha história:
sem risos ou vitória.
Vivo num mundo distante...
Quase ninguém conhece...
Longe o bastante,
para que alguém me encontre.
Meu mundo é um oceano,
leve e solto,
que bate nas almas
bravo e revolto.
Só eu sei o dia que vou nascer.
Isso, ninguém consegue entender...
Minha vida já foi traçada:
será curta, apressada.
Pelo caminho serei torturada
e acabarei no infinito, no nada.
Ainda pequena deixarei meu mundo
que fica no infinito mais profundo
de um ser humano.
Terei de atravessar duas pontes:
a da saudade e a da solidão.
Entrarei no pântano da tristeza,
e, com o amor vou voar de balão.
Às vezes serei rebelde
e vou fazer doer o coração.
E, mais rápido que meu pensamento