quarta-feira, 30 de junho de 2010

UMA PEQUENA HISTÓRIA VERDADEIRA








Hoje deu-me para vasculhar papéis e encontrei um dos muitos que guardo para lembrar como pode uma pessoa mudar tanto e sem eu saber porquê. Se fosse um ser qualquer que tivesse tido esta transformação de identidade, nem sequer me preocuparia nem tentaria saber o porquê, porque todos nós temos o direito de escolha, agora um ser que "habitou" 9 meses dentro do meu casulo!!!! E desaparecer assim como fumo que foi com o vento??????? Foi difícil a habituação, mas agora já estou habituada e depois de um retiro forçado de 6 meses, imbui que esse ser foi viver para outro Planeta, já não me magoa, dói, mas não deita sangue. Consegui, e isso foi uma vitória para a minha pessoa.
Mas voltando ao princípio, ao que me levou a publicar este post, lembra-me que deve ter sido escrito por um ser que já foi, a esse ser, o que escreveu o que vou transcrever desejo-lhe o melhor do mundo, era um ser maravilhoso demais para viver aqui, por isso partiu, ao ser que ficou e lhe vestiu a pele desejo-lhe as maiores felicidades e as maiores dores de coração e de consciência (se a tiver). Não julguem. Só julgue que alguma vez sentiu a dor de perder um filho.
Mas vamos lá:
"... Vou fazer-te uma pequena dissertação, que se tivesse com maior disposição para escrever ocuparia, mormente, cerca de 343 pág. (calcúlos feitos por baixo). A dissertação intitula-se "A Masturbação dos Crocodilos do Nilo e as cheias do Mesmo". (Por falar nisso, o Porto ontem ganhou por 3-2).
Ao analisarmos podemos considerar, do lado dos crocodilos, dois modos de visão do problema; do lado das fêmeas e do lado dos machos. Depois dividem-se em sub-temas do tipo dos de"modo de visão dos machos-garanhões e dos machos-bichas", "dos jovens e dos menos jovens"; "etc". Do lado do Nilo temos a considerar o lado a montante e do lado a jusante. Do lado a montante temos a considerar a margem direita (PSD) e a margem esquerda (PC/CDU), o mesmo se passando a jusante com a inclusão duma margem central (PS/CDS). Ao fim de saturados estudos e pesquisas cheguei à conclusão que: A Masturbação dos Crocodilos não afecta as cheias do Nilo, ao contrário da menstruação das mulheres do Nilo", passo a pedir direitos de autor, mas como não obteria resposta, transcrevi na mesma, acentuando que este texto foi para mim, mas não escrito por mim.




















AnaBorges

A NATUREZA E AS SUAS HABILIDADES



SIMPLESMENTE UMA BELEZA NATURAL QUE A NATUREZA SE ENCARREGOU DE A FAZER


Hoje não me apetece escrever, aliás não me apetece fazer nada, por isso deixei que a natureza fizesse por mim.


AnaBorges



quarta-feira, 2 de junho de 2010

Os Ovos Felizes


Não tirei a publicidade, pois o que vou escrever em nada ache que vá ofender o local onde vou tantas vezes comer uma sandocas, e passo a publicidade, são onde me sabem melhor. Mas ao ler o saco não pude deixar de rir e afinal já tinha descoberto o segredo de no final de comer a sandoca ficava sempre com um sorriso na face e eu a pensar que era de ter saciado a fome mas não era essa malvada era a alegria de ter comido ovos felizes postos por galinhas livres e como tudo o que é livre é feliz, os ovos tinham que ser felizes. Vou voltar lá mais vezes, agora só quero pão com sementes, alface, tomate e ovos, muitos ovos, pois quero sentir-me como eles........

AnaBorges



sábado, 1 de maio de 2010

Um conto de Alice Vieira - As Novas Tecnologias .........




A SENHORA DO PAI


Quase todas as semanas compro a revista "ACTIVA" formato de "bolso" e passo a publicidade, e uma das coisas que faço sempre em primeiro lugar é a procura dos textos de Alice Vieira, além de gostar imenso da forma como ela expõe as ideias, de uma forma tão real e tão engraçada, que por muito que nos apeteça chorar acabamos por rir ou meditar na veracidade das suas palavras.
Este ultimo texto então deixou-me de "rastos", primeiro porque achei que com esta idade já não era tão incrédula, segundo porque fiquei de rastos com a hipocrisia que cada vez está mais lactente nos indivíduos.
Vou limitar-me a transcrever o texto na integra e deixar a quem não leu a revista que não acredite nas palavras que lhe disse ao chamarem-lhe estúpida entre dentes:
" A princípio nem ligou. Sempre que voltava do pai, ele não se calava, naquele seu linguajar de bébé, a querer meter o mundo todo nas poucas palavras que o seu vocabulário permitia. Ela sorria, enquanto ia desfazendo a mala de fim de semana, com o rato Mickey de enormes orelhas estampado bem a meio. Foi a insistência dele que lhe chamou a atenção. E foi então que, nitidamente, percebeu o que ele dizia. "A senhora do pai". Sentou-o ao colo, fez-lhe uma festa no cabelo, tudo com muita calma, e foi murmurando: "A senhora do pai?" Ele acenou com a cabeça. "O pai tem uma senhora?" Ele acenou com a cabeça.
- Miguel, olha para a mãe ...
Ele fixou nela os seus olhos esverdeados.
- Diz à mãe ... O pai tem uma senhora?
Ele voltou a acenar e acrescentou:
- No carro.
Ela ia perdendo a cabeça. Ainda não estavam divorciados e já ele andava a enfiar mulheres dentro do carro, e logo no fim de semana em que ela o deixara ficar com o filho. Podia-se pensar que, pelo menos nesses dias, ele se portasse como um pai a sério, até porque podia estar em causa a futura regulamentação do poder paternal, mas não, se calhar "a senhora" até já lá ficava em casa ...
Tentou acalmar-se: "E quando o pai veio trazer o Miguel, a senhora estava no carro?" Ele voltou a acenar com a cabeça, mas, farto do interrogatório, deslizou do colo da mãe e foi brincar. Ela ainda pensou em ligar à mãe a contar, mas desistiu.
- Vamos conversar, meu menino ... - murmurou, discando o numero dele no telemóvel.
Combinaram encontrar-se no café.
- Estás com uma voz! - disse ele - É grave?
- Daqui a dez minutos - repetiu ela.
- Não pode ser aí em casa? - estranhou ele.
- No café - disse ela, desligando.
Não queria correr o risco de o Miguel entrar na sala e ouvir a conversa, o café era sítio neutro.
Assim que ele chegou, nem o deixou falar.
- Não me podias ter dito que já tinhas arranjado uma namorada?
Ele olhou-a, espantado.
- Que eu o quê?
- Não te faças de tolo. O Miguel contou-me.
Ele parecia cada vez mais espantado:
- Mas contou-te o quê?
- Que tinhas uma namorada.
- O Miguel disse isso? Uma namorada?
- Disse que o pai tinha uma senhora no carro ... Sabes o vocabulário dele ainda ...
Uma enorme gargalhada dele interrompeu-lhe o discurso, e surpreendeu-a, aquele não era propriamente um motivo para risada.
- Uma senhora ... no carro ... - repetia ele, rindo cada vez mais. Depois recompôs-se, e disse:
- E claro que pensaste logo no pior. Que eu tinha metido o meu filho no carro com uma galdéria qualquer ... Nunca te passou pela cabeça que fosse ...
- Que fosse quem?
- A voz do GPS a ensinar o caminho?
Ela olhou-o sem saber se devia ficar furiosa consigo própria, se rir à gargalhada.
- O Miguel ouviu, ficou muito admirado, eu entrei na brincadeira e disse-lhe: "O carro novo do pai tem uma senhora!"
Acabaram por rir os dois, ela a censurar-se por aqueles ciúmes doentios que nem com a separação tinham passado. Voltou para casa, contente por não ter falado com a mãe, o que ela não lhe diria agora, quando ela lhe contasse.
E ele entrou no carro, sorrindo. Tirou o telemóvel do bolso, discou um numero e disse:
- Pronto, tudo arranjado. Veio-me à cabeça uma desculpa verdadeiramente genial! Depois conto-te . mas temos que ter mais cuidado ....."
Texto de Alice Vieira, publicado na revista Activa




terça-feira, 20 de abril de 2010

Viva o Vulcão .......






"Afinal eu tinha razão. O TGV é o que é preciso. Olhem lá se ele existisse não havia tanta chatice no Aeroporto. Irra que são mesmo teimosos, nem me apetece rir. Eu bem apelo ás Novas Tecnologias, mas ninguém me ouve .... pensam que eu sou um sonhador ......vou mas é ouvir Tony Carreira, só ele me compreende" (isto terá sido o primeiro pensamento que ocorreu ao Sr. Primeiro Ministro José Sócrates, quando soube do Vulcão.....)

Parabéns Sr. Primeiro Ministro, realmente por muito que o critiquem, não conseguem derrotá-lo, o Sr lembra-me o José Mourinho, quer se ache que ele é arrogante, que têm a mania que é o melhor, a verdade é. Deixem-nos falar dizer que os Senhores são os maiores, deixem que vos critiquem pois a verdade dá-vos sempre razão.
Cada vez gosto mais de si, é arrogante???? Continue, pois sem essa arrogância já o tinham enterrado vivo, assim falam mal de si, mas falam não consegue cair no esquecimento dos que gostam ou não da sua forma de estar, de ser e de Governar.
Siga em frente que os Anjos e Arcanjos estão consigo.






Quem ri por ultimo é sempre o que ri mais..........................................

AnaBorges

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma mera reportagem com tanto conteúdo




Principalmente hoje, agora, neste preciso momento apetecia-me escrever sobre ti. Mas as palavras não saem ou eu não as consigo escrever.
Ao ver aquelas pessoas, aqueles lugares, não consegui conter as lágrimas e chorei, chorei por ti chorei por mim e chorei por todos aqueles que ali estavam.
Porque será que nos lembramos de tantas coisas que nunca deviam ter existido, nunca as deveriamos ter vivido, nunca deveriam ter sido nossas???? mas infelizmente existiram, elas estão tão presentes na nossa memória, que ao ouvir os depoimentos daquelas pessoas, ver aquela degradação tão grande do ser humano, ver aquele médico com quem tantas vezes falei ao longo de tão compridos 29 dias, tudo isso junto, foi o fim, foi o dilúvio não consegui conter e chorei, foi como se estivesse ali, naquele lugar, agora mesmo, como se tudo aquilo me estivesse a ser dito palavra a palavra, e eu a ouvir como um robot, pois o teu fim estava a chegar, e nada havia a fazer.
Palavras para quê????
Nem que quisesse falar contigo, conversarmos, passear de mão dada pelos jardins daquele hospital, nem isso eu pude fazer, porque "ela" colou-te á cama, não falavas, não andavas, limitavas a entender e a ouvir tudo o que te dizia, contava-te o que tinha acontecido nos longos 200 Km, todos os dias para lá e para cá, ouvias e eu sei que mesmo sem dizeres uma palavra entendias tudo o que te dizia.
Mentia-te, dizia que os negócios iam andando, não tão bem como quando tu lá estavas, mas andavam, mentira, mentira, mentira, andavam era para trás, todos os dias, desgastava-me em correrias, entre os 200Km, e os restantes que fazia na cidade que adoptaste como tua, numa correria entre o Hospital e os negócios, contabilista e banco, finanças e funcionários porque tudo tinha que ser tratado, não que eu esperasse que voltasses para continuares o teu trabalho, mas precisamente por saber que jamais voltarias a tratar dos teus assuntos.
Sempre te abracei e beijei, a doença não se pega, a doença consome-nos interiormente, fui-me abaixo, os últimos dias já conduzia como um robot, como se o carro soubesse todos os passos a dar, onde me tinha de levar tal era a rotina desses dias, quando chegava ao teu lado abraçava-te, beijava-te, penteava-te o cabelo e a barba.
Apeteceu-me abraçar todas aquelas pessoas, tão juntas e tão sós.
Trouxe os teus restos físicos para a nossa cidade, para a cidade que te viu nascer, o espírito esse deixei-o, era livre e eu quis que ele continuasse livre e fosse para onde ele queria, viajar, viajar muito, por isso não vou ver os teus restos tapados com uma pedra, nada me dizem, é só o teu "fato" e esse não me interessa, já está fora de moda, não te posso dizer se estás giro ou não, porque tu não estás lá, por isso mando-te mensagens para o ar, sei que irão ter contigo.
Um abraço e um beijo grande Pai.

AnaBorges




quinta-feira, 15 de abril de 2010

PALAVRAS QUE JÁ NÃO VALEM NADA







Coimbra e as obras Metro Mondego



Não é preciso mais palavras, hoje estou se palavras, o tempo tirou-me a "faculdade" de pensar de dizer o que me vai na alma, por isso, encontrei esta foto no meu pequeno "arquivo" de COISAS, e achei que apesar da foto ter sido tirada num dia de Sol, num dia BONITO, não consegue tirar a tristeza da derrota das pedras perante a força das máquinas, lembrou-me a minha derrota pessoal.

De uma pessoa cheia de energia, de força, lutadora, acabei, numa Mulher frágil, sentida, triste por apanhar e continuar a apanhar "com os pés dos outros", por já não acreditar na honestidade do Ser Humano.

Não sou Católica, mas acredito num Homem a que chamam José, Jesus, Emanuel, etc, o nome que lhe quiserem chamar, um pregador que pensou que através da palavra tornaria o Mundo melhor e os Seres Humanos viveriam em perfeita harmonia.

Eu também me posso chamar Ana, Isabel, Albertina, etc, o que me quiserem chamar, que já não acredito que a palavra consiga que os Seres humanos fiquem seres humanos. São simplesmente máquinas com um motor na cabeça, programado para destruir tudo o que de belo existe na rua, dentro das pessoas.

AnaBorges