terça-feira, 20 de abril de 2010

Viva o Vulcão .......






"Afinal eu tinha razão. O TGV é o que é preciso. Olhem lá se ele existisse não havia tanta chatice no Aeroporto. Irra que são mesmo teimosos, nem me apetece rir. Eu bem apelo ás Novas Tecnologias, mas ninguém me ouve .... pensam que eu sou um sonhador ......vou mas é ouvir Tony Carreira, só ele me compreende" (isto terá sido o primeiro pensamento que ocorreu ao Sr. Primeiro Ministro José Sócrates, quando soube do Vulcão.....)

Parabéns Sr. Primeiro Ministro, realmente por muito que o critiquem, não conseguem derrotá-lo, o Sr lembra-me o José Mourinho, quer se ache que ele é arrogante, que têm a mania que é o melhor, a verdade é. Deixem-nos falar dizer que os Senhores são os maiores, deixem que vos critiquem pois a verdade dá-vos sempre razão.
Cada vez gosto mais de si, é arrogante???? Continue, pois sem essa arrogância já o tinham enterrado vivo, assim falam mal de si, mas falam não consegue cair no esquecimento dos que gostam ou não da sua forma de estar, de ser e de Governar.
Siga em frente que os Anjos e Arcanjos estão consigo.






Quem ri por ultimo é sempre o que ri mais..........................................

AnaBorges

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma mera reportagem com tanto conteúdo




Principalmente hoje, agora, neste preciso momento apetecia-me escrever sobre ti. Mas as palavras não saem ou eu não as consigo escrever.
Ao ver aquelas pessoas, aqueles lugares, não consegui conter as lágrimas e chorei, chorei por ti chorei por mim e chorei por todos aqueles que ali estavam.
Porque será que nos lembramos de tantas coisas que nunca deviam ter existido, nunca as deveriamos ter vivido, nunca deveriam ter sido nossas???? mas infelizmente existiram, elas estão tão presentes na nossa memória, que ao ouvir os depoimentos daquelas pessoas, ver aquela degradação tão grande do ser humano, ver aquele médico com quem tantas vezes falei ao longo de tão compridos 29 dias, tudo isso junto, foi o fim, foi o dilúvio não consegui conter e chorei, foi como se estivesse ali, naquele lugar, agora mesmo, como se tudo aquilo me estivesse a ser dito palavra a palavra, e eu a ouvir como um robot, pois o teu fim estava a chegar, e nada havia a fazer.
Palavras para quê????
Nem que quisesse falar contigo, conversarmos, passear de mão dada pelos jardins daquele hospital, nem isso eu pude fazer, porque "ela" colou-te á cama, não falavas, não andavas, limitavas a entender e a ouvir tudo o que te dizia, contava-te o que tinha acontecido nos longos 200 Km, todos os dias para lá e para cá, ouvias e eu sei que mesmo sem dizeres uma palavra entendias tudo o que te dizia.
Mentia-te, dizia que os negócios iam andando, não tão bem como quando tu lá estavas, mas andavam, mentira, mentira, mentira, andavam era para trás, todos os dias, desgastava-me em correrias, entre os 200Km, e os restantes que fazia na cidade que adoptaste como tua, numa correria entre o Hospital e os negócios, contabilista e banco, finanças e funcionários porque tudo tinha que ser tratado, não que eu esperasse que voltasses para continuares o teu trabalho, mas precisamente por saber que jamais voltarias a tratar dos teus assuntos.
Sempre te abracei e beijei, a doença não se pega, a doença consome-nos interiormente, fui-me abaixo, os últimos dias já conduzia como um robot, como se o carro soubesse todos os passos a dar, onde me tinha de levar tal era a rotina desses dias, quando chegava ao teu lado abraçava-te, beijava-te, penteava-te o cabelo e a barba.
Apeteceu-me abraçar todas aquelas pessoas, tão juntas e tão sós.
Trouxe os teus restos físicos para a nossa cidade, para a cidade que te viu nascer, o espírito esse deixei-o, era livre e eu quis que ele continuasse livre e fosse para onde ele queria, viajar, viajar muito, por isso não vou ver os teus restos tapados com uma pedra, nada me dizem, é só o teu "fato" e esse não me interessa, já está fora de moda, não te posso dizer se estás giro ou não, porque tu não estás lá, por isso mando-te mensagens para o ar, sei que irão ter contigo.
Um abraço e um beijo grande Pai.

AnaBorges




quinta-feira, 15 de abril de 2010

PALAVRAS QUE JÁ NÃO VALEM NADA







Coimbra e as obras Metro Mondego



Não é preciso mais palavras, hoje estou se palavras, o tempo tirou-me a "faculdade" de pensar de dizer o que me vai na alma, por isso, encontrei esta foto no meu pequeno "arquivo" de COISAS, e achei que apesar da foto ter sido tirada num dia de Sol, num dia BONITO, não consegue tirar a tristeza da derrota das pedras perante a força das máquinas, lembrou-me a minha derrota pessoal.

De uma pessoa cheia de energia, de força, lutadora, acabei, numa Mulher frágil, sentida, triste por apanhar e continuar a apanhar "com os pés dos outros", por já não acreditar na honestidade do Ser Humano.

Não sou Católica, mas acredito num Homem a que chamam José, Jesus, Emanuel, etc, o nome que lhe quiserem chamar, um pregador que pensou que através da palavra tornaria o Mundo melhor e os Seres Humanos viveriam em perfeita harmonia.

Eu também me posso chamar Ana, Isabel, Albertina, etc, o que me quiserem chamar, que já não acredito que a palavra consiga que os Seres humanos fiquem seres humanos. São simplesmente máquinas com um motor na cabeça, programado para destruir tudo o que de belo existe na rua, dentro das pessoas.

AnaBorges

sexta-feira, 9 de abril de 2010

RECUSA A COIMBRA OU COIMBRA RECUSA DAVID FONSECA









DAVID FONSECA


Sou uma fã, apesar do meu meio século de vida, sou fã de David Fonseca desde os Silence 4, já o vi actuar ao vivo duas vezes, uma no tempo dos Silence 4 em Leiria, a outra vez, ainda há pouco no CAE da Figueira da Foz.
Intriga-me a sua recusa em actuar em Coimbra. Ou será que Coimbra não convida David Fonseca?????
Se o problema é de Coimbra não convidar David Fonseca, não sabe o que perde. Claro que quem é fã, desloca-se a todos os lugares onde o seu ídolo vai actuar, mas infelizmente isso é óptimo para as garotas e garotos que vão assistir a um concerto dos Tókio Hotel em Lisboa, fazendo filas, listas de chegadas, acampando quase dentro do Pavilhão Atlântico, para conseguirem um lugar mesmo em cima daqueles miúdos engraçados, mas que para mim nada dizem, e azar deles e sorte de todos os garotos afinal ainda sobraram lugares. Não critico, se tivesse uma filha que me pedisse para os ir ver, se ainda não tivesse idade para acampar sozinha e não tivesse um grupo que a acompanhasse, eu seria a primeira a ir com ela, não deixaria que ela não pudesse assitir ao concerto dos seus ídolos. Claro que a organização da vinda a Portugal destes miúdos, esteve muito bem organizada, escolheu as férias da Páscoa, com boa vontade os garotos até subiram as notas (chantagem dos Pais) para puderem estar ali. Não levo a mal.
Agora se em Coimbra, cidade dos Doutores, gosta de Quim Barreiros, também não levo a mal, mas valha-me alguém que tenha o bom senso de agradar a gregos e troianos...... Eu adoraria ver David Fonseca em Coimbra.
Se o problema é dele, tudo bem na mesma, desloquei-me á Figueira da Foz porque fica a 30 minutos de Coimbra, mas ele também pouco se importa com mais uma pessoa na plateia ou menos uma, agora se escassearem várias pessoas na plateia, talvez o problema lhe toque.
Hoje estou aqui para fazer a minha reivindicação pessoal contra David Fonseca e contra Coimbra. Hoje porque ele actua no Coliseu do Porto e dia 16 no de Lisboa.
Já sei falta um Coliseu em Coimbra. Vou fazer um abaixo assinado para que exista um Coliseu em Coimbra, porque feras já nós temos.

AnaBorges

domingo, 4 de abril de 2010

PARABÉNS PARA UM SER MUITO ESPECIAL





Faz hoje, precisamente hoje 4 de Abril de 2010, que fui Mãe, já lá vão 32 anos. Ainda me parece impossível que eu te tenha carregado dentro de mim (um boneco lindo) durante 9 meses neste "meu canguru", acompanhaste-me para todo o lado, assististe a todas as aulas, eras um aluno assíduo, só deixá-mos de ir ás aulas a partir do dia 4 de Abril de 1978, tivemos faltas e não passamos de ano, paciência. Não gostavas muito da aula de História era quando te mexias mais, o que me levava a pensar que estavas a apanhar "seca", mas talvez fosse o espaço que era já muito pouco, mas era o que tinha e era todo teu.
Hoje penso, como foi possível uma criança de repente virar Mulher e Mãe para criar outra criança. Foi difícil, não nego, tantos sonhos, tantas ilusões, tantas coisas ficaram por fazer, e jamais se fizeram, em compensação tenho o orgulho de ter sido uma Mãe, uma Mãe que educou este filho, que criou este filho, que lhe deu o que podia, materialmente não teria sido muito, mas em amor acho que ultrapassou a quota.
Vivi 24 anos, só para ele.
Acredita filho, que apesar das nossas divergências, eu entendo-te eu compreendo-te, e acima de tudo eu amo-te, e amar-te-ei enquanto viver, podem passar anos, já não passarão muitos, mas os que passarem, sempre que precisares de mim eu estarei lá.
PARABÉNS MEU FILHO, que todos os anos faças mais um ano, mesmo não estando eu a teu lado, tu estás no meu pensamento, sempre.
O meu DESEJO, a minha PRENDA, é desejar-te que sejas FELIZ, vive a vida e tenta aproveitá-la o melhor que tu sabes, não percas tempo a pensar se estás a fazer bem ou mal, simplesmente faz, segue o teu coração e vais ver que a felicidade está contigo.
UM BEIJO DA TUA MÃE

AnaBorges

domingo, 28 de março de 2010





"Estou a afogar-me nas minhas lágrimas. Arrasto-me penosamente por entre a névoa dos dias com medo da noite.
Sou prisioneira dos meus pesadelos e das trevas.
O crepúsculo é o lembrete diário de que o pesadelo está vivo e bem vivo.
Não tenho fuga possível.
O coração grita de agonia.
Não há remissão, nada pode ajudar-me.
Não há bálsamo para as feridas porque elas são tão profundas.
Escrevo e a minha busca por segurança é infrutífera.
Por todo o lado para onde quer que olhe vejo outros a chorar por ti. Eles flagelam-se.
Eras o meu sol, a minha alegria.
O teu sorriso era a minha esperança
Não sei como viver sem ti.
Tenho 30 anos mas sinto o fardo de alguém de cem anos.
A minha alma está velha.
Corro de um lado para o outro freneticamente porque a alternativa é tão tentadora.
Receio a indulgência de ficar na minha cama, o meu ninho.
No meu sonho roguei-te para ficares
Os teus olhos dançavam, o teu sorriso abraçou-me.
Imploro para te trazerem de volta
As tuas palavras «tu sabes» ecoaram sempre que pedi.
«Tu sabes» significava «não posso ficar».
Esforcei-me por manter o sorriso na tua mão, o teu cheiro, o teu toque.
A ideia de acordar sem ti no Natal é devastadora.
Não há Pai Natal.
Levanto-me cedo para expulsar os demónios.
Em vez de paz, tenho gritado ao longo de quilómetros, em muitas cidades.
Estou tão cansada e esta viagem parece-me interminável.
Não procuro ajuda.
Lutar é algo que não me é familiar.
Deixaste um abismo e eu estou presa por um fio.
Estou curiosa, por isso espreito para o abismo.
Não dou nada como certo.
Até respirar me custa. A asma é uma ditadora frequente.
Muitas vezes oiço os meus angustiantes murmúrios antes de os sentir.
O som lancinante trespassa a música do meu walkman.
A minha angústia rebenta.
Sinto um nó na garganta.
Respiro com dificuldade, Estar imóvel não me dá qualquer conforto..
Sinto-me desconfortável na minha própria pele.
Sou uma caracoleta sem casca.
Tento refugiar-me na segurança do esconderijo."

Danielle Steel

domingo, 21 de março de 2010

Uma imagem, uma canção


Uma imagem vale mil Palavras

O dia apresentou-se cinzento como tem sido a sua cor nestes últimos dias, um daqueles dias em que chove e faz sol, e o cinzento azulado impera como cor única.

Não nego que adoro estes dias. Não gosto de muito calor nem de muito frio. Já não me apetece quando está calor estender a toalha na areia e torrar, passar o bronzeador (o enganador como lhe chamo) na pele com algumas areias a arranhar a pele frágil, branca a ficar levemente cor de rosa e o bronzeador com areia parece mais uma sessão de esfoliação na pele tentando retirar a pele morta, de certo vai ficar morta depois de um escaldão e esfregas e esfregas de bronzeador. Não tenho paciência para ouvir os gritos das crianças, que ficam irritadas com a água fria, mas só estão bem aos gritinhos dentro da água e as mães aos gritos para eles saírem da água, as bolas a serem constantemente atiradas para cima de mim quando menos espero. Não, praia não, só num cantinho onde não exista quase viva alma, onde eu possa estender-me á vontade, molhar-me quando me apetece, tirar a roupa para não ficarem as tiras brancas misturadas com o laranja da pele, parecendo um quadro pintado á pressão.

Não gosto do frio, ter que vestir camadas de roupa, o carro não quer pegar de manhã, o vidro cheio de gelo, que aborrecimento esqueci-me da garrafa de água, olho para trás dos bancos e sinto-me melhor, pois existem algumas 6 garrafas de água entre 1,5l e 0,5l, que alívio, lá despejo a água, mas o frio teima em deixar os vidros quase na mesma. Enfim, as mãos geladas, o carro lá pega, bem sabia que precisava de velas, não me posso esquecer de telefonar ao mecânico, e o tempo para lá ir, bom algo se há-de arranjar, o frio do ar quente para não embaciar os vidros teima em não ficar quente, demora como se não tivesse pressa e ainda estivesse no primeiro sono. Refilo, chateio-me com todos, uns porque não fazem pisca outros porque fazem piscas a mais, e tudo devido ao frio.

Gosto mais de um dia cinzento azulado, até as gaivotas voam ao sabor do leve vento.

AnaBorges